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Oficina de Pau-a-pique
na
Semana da
Arquitetura - UFSC
Durante a Semana da Arquiteura de 2004, os professores JC e Nappi ofereceram uma oficina sobre pau a pique. Como iríamos fazer o trabalho de Tecnologia da Edificação I sobre arquiteura de terra, não pudemos perder essa maravilhosa oportunidade. Junto com outros colegas de outras fases (e da nossa também), estávamos lá às oito da manha de baixo de chuva para sorver os ensinamentos desses mentores.
No primeiro dia, vimos a coisa na teoria, mestre Nappi mostrou umas equações de química no quadro (que como bons arquitetos não decoramos e muito menos entendemos) e nos levou até o Laboratório de Restauro para entendermos o papel da cal na terra e os diferentes tipos de solo a serem usados no pau-a-pique. Pegamos amostras de solo e medimos o quanto de gás carbônico cada tipo posuía, adicionando um ácido e pesando depois. No laboratório havia várias amostras de testes de resistência à humidade e às condições climáticas com diferentes tipos de materiais.

No dia seguinte, estávamos aptos a fazer nossa própria parede de pau-a-pique. :D Mas como não havia nenhuma parede faltando na aquitetura na época, fizemos em pequenas fôrmas como exemplos.

Dividimo-nos em equipes e cada equipe fez com um tipo de terra ou mistura.

Cortamos o bambu, entrelaçamos as tiras e botamos a mão na massa.


Não satisfeitos e prontos para ação de verdade, no terceiro e último dia fomos restaurar o Engenho da UFSC. Dessa vez misturamos areia, terra vermelha e cal e preenchemos os buracos que o tempo e a gravidade esculpiram nas paredes de pau-a-pique desse marco arquitetônico de nossa universidade. Aprendemos como misturar a terra com a cal para chegar à fórmula perfeita (pelo menos adequada) para aguentar até que os "Senhores da taipa" passem essas técmicas centenérias de contrução a uma nova geração de esforçados e incansáveis aprendizes.


