DRENAGEM

Trabalho realizado por:

Alexandre Eugenio de Matos

Ana Carolina S. da Silva

Jackson Bunn

 

Prof. Anderson Claro

ARQ 5661- Tecnologia de Edificação I

Curso de Arquitetura e Urbanismo – UFSC

Semestre 2007-1

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ESTA PÁGINA FOI EDITADA CRIADA PELO PROF. ANDERSON CLARO A PARTIR DO TEXTO E DAS IMAGENS ENTREGUES PELOS ALUNOS, QUE NÃO ESTAVAM EM FORMATO ADEQUADO PARA PUBLICAÇÃO. ISTO FOI FEITO, EXCEPCIONALMENTE, PELA IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDA AO TEMA PELO PROFESSOR E PELA QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES CONTIDAS. REFERÊNCIAS OU OMISSÕES SÃO DE RESPONSABILIDADE DOS ALUNOS.

 

1. INTRODUÇÃO

 

Drenagem é o ato de escoar as águas de terrenos encharcados, por meio de tubos, túneis, canais, valas e fossos sendo possível recorrer a motores como apoio ao escoamento.

Os canais podem ser naturais (rios ou córregos) ou artificiais de concreto simples ou armado. Os sistemas de drenagem, que compreendem além dos condutos fechados e dos condutos livres podem ser urbanos e/ou rurais e visam escoar as águas de chuvas e evitar enchentes.

Os sistemas de drenagem são classificados de acordo com suas dimensões, em sistemas de microdrenagem, também denominados de sistemas iniciais de drenagem, que é o sistema responsável pela coleta e escoamento da água da superfície; e de macrodrenagem (imagem 00) que corresponde a soma de todos os sistemas de microdrenagem além das grandes galerias, canais e rios.

 

1.1. Terminologia Básica

 

Um sistema de drenagem de águas pluviais é composto de uma série de unidades e dispositivos hidráulicos como:

 Greide

 Guia

 Sarjeta

 Sarjetões

 Boca coletora

 Galerias

 Condutos de ligação

 Poços de visita

 Trecho de galeria

 Caixas de ligação

1.1.1. Greide

É uma linha do perfil correspondente ao eixo longitudinal da superfície livre da via pública.

1.1.2. Guia

É o meio-fio. Uma faixa longitudinal de separação do passeio com o leito viário, constituindo-se geralmente de peças de granito argamassadas.

1.1.3. Sarjeta

É o canal longitudinal, em geral triangular, situado entre a guia e a pista de rolamento, destinado a coletar e conduzir as águas de escoamento superficial até os pontos de coleta. (imagem 01)

1.1.4. Sarjetões

Canal de seção triangular situado nos pontos baixos ou nos encontros dos leitos viários das vias públicas, destinados a conectar sarjetas ou encaminhar efluentes destas para os pontos de coleta. (imagem 02)

1.1.5. Bocas Coletoras

São popularmente conhecidas como bocas de lobo. São estruturas hidráulicas para captação das águas superficiais transportadas pelas sarjetas e sarjetões; em geral situam-se sob o passeio ou sob a sarjeta. (imagem 03)

1.1.6 Galerias

São condutos destinados ao transporte das águas captadas nas bocas coletoras até os pontos de lançamento; tecnicamente denominada de galerias tendo em vista serem construídas com diâmetro mínimo de 400mm.

1.1.7 Condutos de Ligação

Também denominados de tubulações de ligação, são destinados ao transporte da água coletada nas bocas coletoras até às galerias pluviais. (imagem 03)

1.1.8 Poços de Visita

São câmaras visitáveis situadas em pontos previamente determinados, destinadas a permitir a inspeção e limpeza dos condutos subterrâneos. (imagem 04)

1.1.9 Trecho de Galeria

É a parte da galeria situada entre dois poços de visita consecutivos.

1.1.10. Caixas de Ligação

Também denominadas de caixas mortas, são caixas de alvenaria subterrâneas não visitáveis, com finalidade de reunir condutos de ligação ou estes à galeria. (imagem 05).

 

1.2. Objetivos

 

1.             Prevenir inundações, principalmente nas áreas mais baixas da cidade.

2.           Desenvolvimento do sistema viário.

3.           Redução de gastos com manutenção das vias.

4.           Valorização das propriedades.

5.           Eliminação de águas estagnadas.

6.           Conforto e segurança para população atendida.

 

Porém o grande objetivo do sistema de drenagem é a prevenção de enchentes, porém no programa de prevenção de enchentes faz-se necessário também:

·              Preservação das matas nas encostas;

·              Criação de bacias em vales;

·              Drenagem urbana canalizada;

·              Pontos de armazenamento nas cidades;

·              Manutenção do leito dos rios;

·              Criação de bacias nas margens dos rios.

 

Enfim um sistema de drenagem completo deve possuir:

·              Preservação das matas nas encostas;

·              Poços absorventes,

·              Trincheiras de infiltração,

·              Bacias de infiltração,

·              Filtros de areia enterrados,

·              Reservatórios ou bacias de retenção

·              Sistemas de pavimentos porosos

·              Drenagem urbana canalizada;

·              Pontos de armazenamento nas cidades;

·              Manutenção do leito dos rios;

·              Criação de bacias nas margens dos rios.

 

 

2. ÁGUAS PLUVIAIS

 

A água é uma fonte de vida, energia, conforto e prazer, um símbolo universal de purificação e renovação. Como um imã primordial atrai uma parte primitiva e bastante profunda da natureza humana. Desde a antiguidade já existia uma importância crucial com a água, prova disso foi à construção dos grandes aquedutos do império romano. A disponibilidade de água não apenas determinou a localização das cidades antigas como também configurou a locação dos edifícios em seu interior.

Antigamente a distribuição de água encanada tinha um sinônimo de status assim,  os ricos que tinham o direito de utilizar a água primeiramente. Os pobres reutilizavam as águas já usadas pelos nobres. Aristóteles reconhecia que um amplo suprimento de água era essencial tanto para segurança militar quanto para a saúde, afirmava que se as fontes de águas nas cidades fossem escassas, grandes reservatórios de águas poderiam ser criados para armazenamento de água da chuva.

Não há falta de modelos bem sucedidos para os problemas de água, sendo que as cidades americanas mostram bons exemplos:

1.             Criação de várzeas que captam as águas da chuva e devolvem ao solo sendo estes locais soluções efetivas e econômicas além de um grande espaço de lazer e recreação. Essas estratégias de prevenção de enchentes envolvem a retenção de águas pluviais e prevêem um benefício para a qualidade da água.

2.           Telhados, praças, estacionamentos, e parques, foram projetados para armazenar as águas das grandes chuvas, e bosques e várzeas nas cabeceiras forma preservadas por sua capacidade natural de armazenamento de água, reduzindo os custos dos sistemas de drenagem, e em alguns casos permitindo o tratamento das águas pluviais, o produto disto resulta em novas áreas de lazer.

3.           Estacionamentos estão sendo projetados para reter ou até absorver a água pluvial, como foi feito no estacionamento do First National Bank, em Boulder, Colorado, onde o estacionamento pode armazenar 60 cm de água.

4.           Em áreas menos densas pode ser preferível reter a água o tempo suficiente para que ela se infiltre no solo, assim as soluções podem ser, asfalto permeável, pavimentação modular, cascalho, e calçamentos de blocos de concretos, com grama plantada nos interstícios, são boas soluções para drenagem.

5.           Na Califórnia, plantas aquáticas são utilizadas para absorverem dejetos nas estações de tratamento das águas.

No México a estância Bishop’s Lodge, construiu um conjunto de tratamento de esgotos para prover água para irrigação de suas pastagens e jardins. As águas servidas e tratadas descem por cascatas e corredeiras através de canais esculpidos e correm de um a área mais elevada para 7 grandes piscinas, sendo que estas fornecem um tratamento terciário para água servida, por sua aeração e sua exposição a luz solar. Isto é um grande tratamento paisagístico, pois a água despenca de uma colina de 30 metros sendo que atrás da colina está escondida a estação de tratamento.

 

2. 1. Projetos para conservar, recuperar a água, e prevenir enchentes

 

A prevenção conservação da água só ocorre por muitas ações individuais e cada uma fazendo parte de um plano global. As soluções mais efetivas, eficientes e econômicas são encontradas onde os problemas são sentidos com mais impacto. O plano diretor de controle de enchentes parte do pré-suposto de que a natureza já possui uma solução de baixo custo para enchentes (extensas várzeas que moderam as variações extremas da correnteza), sendo assim, o mais prudente e econômico é não interferir nesse esquema.

Um dos projetos criados em Denver foi um sistema de drenagem de águas pluviais para acomodar uma chuva de cinqüenta anos. O distrito mapeia a várzea para e o plano diretor identifica onde os problemas de inundação acontecem e recomenda medidas saneadoras.  A administração da cidade exige que os edifícios novos e reformados retenham as águas pluviais no local. Os telhados são projetados para suportar 150mm de água. Foi projetado um anel de retenção para calha, que armazena até 76mm de água, e então a libera a uma razão de 12mm por hora. Outra solução para a água pluvial é encontrado em algumas cidades européias, como Stuttgart que usa água para fazer “tetos molhados”, assim reduzindo  o calor dos edifícios e diminuir o consumo de energia no condicionamento de ar.

Outro exemplo em Denver foi a Greenway (caminho verde). Projetado para acomodar as águas das cheias, bem como atividades recreativas. Atualmente é o  principal parque de Denver 24km de trilhas. O canal central do Rio Platte foi escavado para criação de um leito mais profundo. A água é liberada do reservatório (um elemento importante de controle das enchentes) em doses recreativas (cronometradas) para aumentar o fluxo das águas para esportes aquáticos. Com o uso crescente do rio surgiu uma preocupação maior com a qualidade da água e com a melhoria e manutenção dessa qualidade. O caminho verde foi realizado pelos esforços de organizações públicas, privadas e de cidadãos individuais.    

Em Woodlands existe um sistema de drenagem natural que explora a capacidade das várzeas florestadas de acomodarem as águas pluviais, e dos solos de boa drenagem de absorverem e armazenarem a água. Os engenheiros compararam o custo do sistema de drenagem natural com o sistema convencional, o primeiro teria uma economia de 14 milhões de dólares. O sistema de drenagem natural é composto por 2 subsistemas: um que estoca e absorve as águas das chuvas, e outro que drena as águas das grandes tempestades.

 

2.2. Um plano para cada cidade

Á gestão bem sucedida da água na cidade exigirá projetos abrangentes muitas ações individuais e a percepção de que a drenagem das águas pluviais, o controle das enchentes, o abastecimento de água, a conservação, a disposição do lixo, e o tratamento dos esgotos são todas facetas de um sistema maior. Identificar as áreas de maior risco de enchentes e as que fornecem armazenamento das águas, ajudará a visualizar uma estratégia do controle das enchentes. Identificar as principais fontes de poluição e os padrões de dispersão dos poluentes na água ajudará a determinar os lugares mais gravemente contaminados.

Uma crise de abastecimento atinge provavelmente as cidades de crescimento rápido e de regiões áridas. Cada cidade tem que projetar um para a questão da água, incluindo normas e regulamentação do uso da água, com implicações do projeto de paisagismo, e a cuidadosa localização dos lixos e dos esgotos domésticos e industriais.

A subestimação da água é o principal empecilho para a sua implementação. Uma vez que a escassez de água força as cidades a considerar o valor real desse líquido, o apoio para a sua conservação será inevitável. As cidades protegerão sua água contra contaminação reutilizando-as após o tratamento e os parques urbanos e os terrenos particulares adotarão uma paisagem tolerante as secas.

 

2. HISTÓRICO

 

2.1                      Origem e desenvolvimento

 

No início, a drenagem era basicamente um complemento da irrigação, mas depois evoluiu para uma técnica com objetivos bem definidos, como recuperar grandes extensões de terrenos inundados.

Com a prática da agricultura foram surgindo técnicas de drenagem para a irrigação de cultivos de cereais independentemente das chuvas. A irrigação dos campos permitiu o aparecimento das primeiras cidades.

Coube aos sumérios, por volta de 3500 a. C., com acesso aos rios Tigre e Eufrates, desenvolver a agricultura irrigada em escala verdadeiramente grandiosa. Desviando a água de seus rios, cultivaram vastos trechos de deserto aluvial e transformaram a planície antes estéril em terras férteis.

Os sistemas primitivos de drenagem consistiam exclusivamente de valas a céu aberto que atravessassem as terras, porém, aos poucos, surgiu a idéia de construir dutos cobertos para a drenagem urbana. Inicialmente empregavam-se blocos de argila cozidos e cimentados com barro e gesso.

Obras de drenagem de grande porte foram realizadas no tempo do Império Romano, como as do vale do Pó, na Itália, e as do Fens, na Inglaterra. Na idade moderna, nos Estados Unidos, as terras pantanosas da costa do Atlântico, são exemplos de regiões que se tornaram agricultáveis devido a obras de macrodrenagem.

A partir do início do século XIX, surgiram os primeiros sistemas de distribuição urbana de água potável por encanamentos e se popularizou a peças de descarga hídrica para descarga de  esgotos.

         A generalização do sistema de drenagem por carregamento pela água logo originou mais problemas:

         1)  As fossas raramente eram limpas, saturando grandes áreas do terreno e poluindo fontes e poços.

         2)  A água de esgoto alcançava os canais de esgotamento, esses canais se destinavam a carrear água de chuva, o excesso dessa prática levou os rios de cidades maiores a se transformarem em esgotos a céu aberto.

         O concreto armado praticamente revolucionou favoravelmente o desenvolvimento das obras de drenagem, essencialmente as de microdrenagem, facilitando a construção de lajes de cobertura e possibilitando o emprego de tubos pré-moldados para construção das galerias, especialmente as de menor porte.

 

2.2. Harapa

 

Vale do Indo, região onde atualmente se encontra o Paquistão por volta de 4000 a.C. As cheias anuais do rio, provocadas pelo degelo do Himalaia, depositavam camadas aluvionais altamente férteis sobre a planície.

Enquanto os mesopotâmicos e os egípcios trabalhavam para erguer muralhas, túmulos e templos, o povo do vale do Indo dedicava-se a árdua tarefa de colocar suas acomodações acima das enchentes, construindo enormes plataformas de terra batida e entulhos.

Possuía um sofisticado do sistema de encanamento pelos quais a água servida corria para dutos ou esgotos centrais. Os esgotos eram forrados de tijolos e tinham aberturas a intervalos regulares para inspeção e manutenção. Cada casa dispunha de um banheiro com chão pavimentado em declive e de um sistema de escoamento de água.

 

2.3. Roma

   

 

A cidade era abastecida por onze aquedutos, porém água canalizada era um privilégio de poucos e a maioria dos cidadãos abastecia-se em fontes públicas.

Havia extensos esgotos mas se conectavam apenas com o sistema público de drenagem e não com as casas particulares.

O grande esgoto de Roma, a cloaca máxima, é a maior das obras de drenagem romana ainda funcionando. É um canal da água de drenagem que funcionava desde o Fórum Romano, drenando o solo encharcado aos pés da colina do Capitólio, até esvaziar no Tibre. As paredes da primeira seção são construídas dos blocos de pedra  e em vários pontos ao longo do trajeto, deságuam drenos subterrâneos menores e tampados. 

A cloaca máxima ainda é parte do sistema de drenagem da atual Roma, sendo que o trecho final foi retificado de modo a desaguar perpendicularmente à margem murada do rio.

 

2.4. Idade Média

 

Na idade média podemos destacar Londres que inaugurou seu primeiro aqueduto em 1236. Mesmo assim as condições da vida urbana eram precárias.

Como exemplo positivo cita-se Milão, do século XIV, onde esgotos e cloacas, tinham de ser construídos em lugares aprovados pelas autoridades e construídos em valas reaterradas, com profundidades suficientes para que não emitissem maus odores.

 

2.5. Brasil

 

Um marco na engenharia urbana nacional foi a inauguração dos primeiros canais de drenagem dos terrenos alagados, próximos ao centro da cidade de Santos (1912). A abertura desses canais destinava-se a drenagem das águas estagnadas dentro do perímetro urbano, diminuindo o surgimento de epidemias.

 No mesmo ano o Brasil adotou o sistema separador absoluto, onde os sistemas de esgotos sanitários passaram a ser obrigatoriamente projetados e construídos independentemente dos sistemas de drenagem pluvial.

 

3. CONTROLE (na origem)

 

O conjunto de soluções técnicas ou procedimentos, a montante do sistema físico, que é a rede de coletores, e que interferem ao nível da bacia de drenagem. Estas soluções têm como principal finalidade melhorar a infiltração de águas pluviais e/ou retenção temporária por forma a reduzir a afluência de água pluvial ao sistema de coletores.

 

1.             Preservação das matas nas encostas

2.           Poços absorventes

3.           Trincheiras de infiltração (imagem 06)

4.           Bacias de infiltração

5.           Filtros de areia enterrados

6.           Reservatórios ou bacias de retenção

7.           Sistemas de pavimentos porosos (imagem 07)

8.           Criação de lagos (imagem 08)

 

4. DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL

 

O conceito de drenagem urbana sustentável é algo relativamente novo, se compararmos com a maioria dos conceitos atuais de drenagem. No começo dos anos 90 começou-se a ter uma preocupação maior com o destino das águas no meio urbano. A partir dessas discussões surgiu o conceito da drenagem sustentável.

É bastante claro que o principal enfoque desse tipo de drenagem é evitar os processos erosivos do solo, atenuar, e se possível, evitar as enchentes e o processo de perda das capacidades dos mananciais. A drenagem sustentável baseia-se basicamente em três tipos de ações:

1.             Evitar desmatamento, erosões e assoreamento dos rios e lagos.

2.           Gestão urbana - a drenagem urbana sustentável deve fazer parte do plano diretor da cidade.

3.           Manutenção dos recursos hídricos e a qualidade das águas superficiais e subterrâneas.

 

4.1. Infra- estruturas Verdes

 

Nada mais é do que uma abordagem ecológica do manejo das águas pluviais, ou seja, imitar o ciclo hidrológico natural. É possível e amplamente aconselhável a utilização de áreas verdes e da natureza para a criação de espaços livres e públicos que sirvam a necessidade da infra-estrutura urbana. O objetivo final é criar um rede de áreas verdes todas ligadas entre si. Em Seatlle existe um projeto chamado “Open Space Seattle 2100” que pretende incorporar esses conceitos. (imagem 09)

Para dentro de um meio urbano foram desenvolvidas diversas tipologias de estruturas paisagísticas capazes de auxiliar  no processo de drenagem urbana.

1.             Jardins de chuvas

2.           Canteiro pluvial

3.           Lagoa pluvial – bacias de retenção

4.           Biovaletas

5.           Tetos verdes

6.           Grades verdes

 

4.1.1. Jardins de Chuva

Os jardins de chuva são depressões topográficas que recebem água pluvial. O solo, especialmente se for adicionado com composto, age como uma esponja que suga a água enquanto microrganismos e bactérias no solo removem poluentes. Adicionando plantas aumenta a evapotranspiração e remoção dos poluentes. As condições geotécnicas determinarão se a água poderia ser infiltrada ou transbordada durante o pico do fluxo. (imagem 10)

Na Rua Siskiyou em Portland, jardins de chuva foram colocados numa rua existente para receber a escoamento superficial poluído, e ao mesmo tempo, diminuir a velocidade de veículos e criar um ambiente mais atraente para os pedestres. (imagens 11, 12, 14)

 

 

 

 Outros exemplos onde existem jardins de chuva são:

1.             O Convention Center de Portland (imagens 15, 17)

 

2.           A Biblioteca de Maple Valley (imagens 20, 21)

 

3.           Apartamentos de Buckman Heights (imagens 22, 23)

 

 

4.1.2. Canteiro Pluvial

Canteiros pluviais são basicamente jardins de chuva que foram compactados em pequenos espaços urbanos. Os canteiros pluviais podem compor com quase qualquer prédio, até mesmo num meio urbano denso. Existem vários exemplos de um canteiro no meio urbano como, por exemplo, com infiltração e um ladrão, sem infiltração só evaporação, evapotranspiração e transbordamento, podem receber a água entre a calçada e a rua. Exemplos de canteiros pluviais:

1.             A Garagem da Liberty Center (imagens 25, 26)

 

2.           No Mercado New Seasons (imagens 27, 28)

 

3.           SW 12th Avenue (imagens 65, 66, 67, 68)

 

4.           Os dormitórios Stephen Epler da Universidade estadual de Portland (imagens 69, 70)

 

4.1.3. Lagoa Pluvial

As lagoas pluviais, ou bacias de retenção, recebem enchentes através das drenagens naturais ou construídas. Uma parte da lagoa fica com água entre as chuvas, então isso é um tipo de alagado construído, mas geralmente não é para o tratamento de esgoto. A capacidade de armazenamento é o volume entre o nível permanente da água e o nível de transbordamento. (imagem 37)

Lago Meadowbrook, em Seattle, foi construído ao lado de um córrego urbano para receber a água das enchentes. Quando o nível da água do córrego aumenta, parte dela transborda para dentro do lago para ser liberada lentamente depois da chuva. (imagens 38, 39, 40, 41)

 

4.1.4. Biovaletas

As biovaletas, ou valetas de bioretenção vegetadas, são semelhantes aos jardins de chuva, mas geralmente se referem a depressões lineares com vegetação que limpa a água de chuva enquanto a valeta dirige para os jardins de chuva ou sistemas convencionais de drenagem. As biovaletas são ligadas em série de células, para que a água transborde de uma para outra. Cada uma das células é cuidada pelo vizinho próximo como parte de sua paisagem residencial.

Um dos primeiros projetos de biovaletas em Seattle é chamado Street Edge Alternatives ou SEA Street. Na SEA Street, uma rua reta foi substituída por uma rua curvilínea que deu condições para criação de uma série de biovaletas ao lado da rua para receber o escoamento. Além dos benefícios ecológicos, também faz com que o trânsito fique mais lento. (imagens 30, 31, 32, 33)

 

Outros exemplos de utilização de biovaletas:

1.             Parque de East Esplanade (imagem 34)

 

2.           No Museu de Ciências e Indústria de Oregon (OMSI) (imagens 35, 36)

 

4.1.5. Tetos Verdes

Os tetos verdes têm uma cobertura de vegetação plantada em cima do solo leve, uma barreira contra raízes, um reservatório de drenagem, e uma membrana à prova de água.(imagens 42, 43)

 

Exemplos de tetos verdes:

1.             O prédio de Multnomah County (imagens 44, 45)

 

2.           A Prefeitura de Seattle (imagens 46, 47)

 

3.           A biblioteca pública do bairro Ballard (imagens 48, 49)

 

4.1.6. Grades Verdes

Grades verdes combinam técnicas múltiplas para formar uma rede de intervenções da infraestrutura verde. Isso permite que técnicas mais efetivas e eficientes sejam aplicadas onde são mais apropriadas. Como por exemplo, se os solos e a topografia são adequados por infiltração, tudo bem. Se não é, a grade conduz a água através dos solos de argila ou de inclinação íngreme até outros lugares para infiltração ou armazenamento. Em Seattle, bairros inteiros estão sendo desenvolvidos com essa idéia. (imagens 50, 51)

 

A grade verde Broadview foi a primeira aplicação em grande dimensão. Cobre mais de 10 quarteirões do norte de Seattle. (imagens 52, 53, 54, 55, 56).

 

 

A grade verde Pinehurst, em Seattle, cobre uma área de 12 quarteirões. Algumas inovações incluem bacias com grama no fundo e mais espaço para armazenamento. Existe uma área de sedimentação, que previne os sedimentos de irem para o fundo da bacia reduzindo a capacidade de infiltração. Periodicamente, a área com as pedras pode ser limpa para a remoção do sedimento. (imagens 57, 58)

 

Outros exemplos de grades verdes:

1.             High Point Redevelopment (imagens 59, 60)

 

2.           Tanner Springs Park (imagens 61, 62)

 

 

5. BRASIL

 

A maioria dos municípios brasileiros não possui Plano Diretor de Drenagem, que permita desenvolvimento urbano compatível com o sistema natural de drenagem.

1. O comportamento deficiente das redes de drenagem, devido a sub-dimensionamento ou entupimentos e obstruções das secções de escoamento, com consequente entrada em carga de coletores e eventuais situações de inundação;

2. Freqüente entrada em funcionamento de descarregadores de tempestade ou de segurança, com descargas de caudais excedentes para o meio ambiente provocando um aumento da poluição do meio receptor;

3. Inundações frequentes de zonas baixas das bacias drenadas e o acréscimo da poluição dos meios receptores, dadas as descargas diretas de excedentes de sistemas unitários e pseudo-separativos para os meios receptores;

4. Descarga de escorrências pluviais especialmente poluídas, caídas em rodovias ou outros locais pavimentados, para meios.

A percentagem de áreas impermeáveis numa bacia urbana oscila, em regra, entre 10 a 100%, estando compreendida entre 10 a 30% em locais de baixa densidade residencial, entre 30 e 60% em zonas de densidade residencial elevada e entre 80 e 100% em zonas centrais e comerciais de aglomerados urbanos.

 

6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERNANDES, Carlos. História da Drernagem. Disponível em: < http://www.saneamento10.hpg.ig.com.br/HDren_01.html >.

 

FERNANDES, Carlos. Sistemas de Drenagem Pluvial. Disponível em: < http://www.saneamento10.hpg.ig.com.br/Dren01.html>.

 

SPIRN, Anne Whiston. O jardim de granito: a natureza no desenho da cidade. São Paulo, Edusp, 1995.

 

CORMIER, Nathaniel S. Infra- estrutura verde.