Introdução

Esgoto é o termo usado para as águas que, após a utilização humana, apresentam as suas características naturais alteradas conforme o uso predominante: comercial, industrial ou doméstico. Essas águas apresentarão características diferentes e são genericamente designadas de águas residuais (ou águas servidas).

As excreções humanas podem transmitir uma série de doenças, tais como: hepatite A, febre tifóide, cólera, amebíase, giardíase, verminoses e diarréias infecciosas. Por esse motivo, é fundamental o destino adequado do esgoto domiciliar, impedindo que ele entre em contato com o ser humano, águas de abastecimento, alimentos, vetores (moscas, baratas, ratos e outros).

Os dejetos industriais são igualmente nocivos ao homem pela contaminação de produtos que o afetam diretamente e também os animais, tais como substâncias tóxicas, metais pesados, entre outros. Os dejetos industriais também lançam no meio ambiente substâncias que interferem no conjunto dos ecossistemas degradando o mesmo.

O tratamento de esgotos ainda é um grande desafio no Brasil.  De acordo com pesquisa do IBGE, em 2002, apresentada no Plano Nacional de Recursos Hídricos, 47,8% dos municípios brasileiros não coletam nem tratam os esgotos. Entre os 52,2% dos municípios que têm o serviço de coleta, apenas 20,2% tratam o esgoto coletado. Os municípios que não tratam o esgoto coletado (32%) possuem tubulações que o conduzem para despejo in natura, transformando rios e mares em focos para disseminação de doenças, afetando a qualidade da água e o ecossistema ambiental.

O Plano Nacional de Recursos Hídricos ressalta que nas últimas décadas o Brasil teve “ganhos significativos em relação ao aumento da distribuição de água", mas "não houve avanços expressivos na coleta e tratamento de esgotos. Se hoje 52,2% dos municípios têm o serviço de coleta, onze anos antes, em 1989, esse número era de 47,3%”.