OS TIPOS DE PAISAGISMO

 

 

 

O paisagismo do séc.XXI

Os mercados que mais gerarão demanda pelo paisagismo e pelas forrações, arbustos baixos, arbustos altos, palmeiras e árvores, serão estes, segundo o Congresso de Florença (IFLA) e Los Angeles (ASLA): jardins residenciais unifamiliares, jardins de edifícios ou condomínios residenciais, condomínios comerciais/escritórios/indústrias, hotéis, resorts, áreas turísticas, arborização urbana, praças urbanas, rodovias, ferrovias, parques nacionais e áreas de preservação.

A variedade de obras de paisagismo é muito grande, aqui abordaremos as principais, sendo que para maiores detalhes faz-se necessário procurar um profissional habilitado o qual terá também condições de proceder as adaptações para as circunstâncias de cada problema.

Para o conjunto de espaços de lazer a UNESCO indica 12,00 / habitante, porém nos países mais adiantados essa proporção é bem maior. No Brasil, a única cidade que a rigor alcança e até ultrapassa este índice é Curitiba (PR). Quanto a Brasília, apesar de dispor de maior extensão de áreas livres, essas são monótonas e têm má composição que não podem ser consideradas para índices paisagísticos, contrastando com a concepção genial do Plano Piloto do Arquiteto Lúcio Costa.

 

   

 

   

 

As fotos mostram as diferenças de áreas verdes entre as cidades de Curitiba, PR ( à esquerda ) e Brasília, DF ( à direita)

PRAÇAS DE VIZINHANÇA

 

Em um mesmo bairro podem existir várias praças de vizinhança, conforme a população e o ideal é que elas sirvam até 2000 moradores. O seu atendimento normal abrange um raio de 400 m, pois as estatísticas têm mostrado que a mãe ou o pai não leva a pé os seus filhos para o lazer em distâncias acima de 55m e mesmo assim, depende das condições de tráfego. Por essa razão tais praças não devem estar localizadas junto a avenidas ou ruas com trânsito intenso.

Normalmente estas praças se compõem de dois espaços bem definidos - um para o parque infantil, que deve ter prioridade, e outro para descanso, com as indispensáveis instalações sanitárias. A área para este conjunto oscila entre 2400 a 3000m², e a sua menor dimensão não deve ser inferior a 30m. Se for incluída uma quadra polivalente para recreação esportiva de jovens e adultos, serão necessários mais 600m². As praças de vizinhança devem constituir a principal meta na política paisagística de qualquer administração municipal, face ao seu elevado significado social.

Paralelamente, destaca-se que é o gênero de obra mais fácil de se conseguir a participação comunitária.

Quando não há praça de vizinhança os moradores a improvisam de diversas maneiras. A mais simples e usual é solicitar à prefeitura a interdição dos veículos em um trecho de rua, para determinado dia e hora, com o fim de promover recreação, espetáculos ou festas infanto-juvenis. Outra solução tem sido a utilização de terrenos baldios, com a autorização prévia do seu proprietário. Ocorre também o uso das áreas livres e de esportes das escolas públicas – inclusive, na maioria dos países, já não se admitem salas de aula ociosas durante o dia ou à noite, utilizadas para os mais variados fins comunitários e até para reuniões de associações. É a associação que deve tomar a iniciativa, entrando em entendimentos com autoridades, diretores de escola e proprietários, mas também deve supervisionar e fiscalizar o bom uso dos espaços e equipamentos, assim como assumir a responsabilidade por eventuais danos e limpeza.

 

PARQUES INFANTIS

 

 

O correto é ter-se um conjunto formado por uma praça de vizinhança, mas às vezes a área disponível é insuficiente, e nestas circunstâncias quase sempre a melhor opção é um parque infantil isolado. É possível montá-lo em terreno até com 250m², entretanto ele ficará bem melhor com 400 , onde poderá receber ao menos 80 crianças simultaneamente. Isolado, ou integrando uma pracinha, o parque infantil deve ter um fechamento, de preferência com cerca viva, para a segurança desses pequenos usuários.

 

 

 

Playground integrado às demais atividades do SESC- Garanhuns, PE

 

 

Tipos de brinquedos:

 

Normalmente, os playgrounds em áreas livres são basicamente de madeira. O plástico tem sido bastante difundido, embora seja mais utilizado em playgrounds cobertos (como os dos shopping centers ), assim como os brinquedos infláveis. Antigamente o uso do ferro era bastante empregado nesses parques infantis, hoje fica restrito aos detalhes.

 

 

      

Madeira reflorestada                                                  Madeira, plástico e ferro

 

      

 

Tronco de eucalipto autoclavado                                                                       Inflável

 

                         

PRAÇAS DIVERSAS

 

As Praças de Transição servem de anteparo entre um prédio com grande movimento de pedestres e uma via de tráfego intenso. A sua finalidade é oferecer maior segurança e amplitude para o transeunte, assim como um isolamento em relação aos ruídos, aproveitando-se a oportunidade para melhorar a composição da paisagem urbana. As suas áreas são variáveis, mas sempre proporcionais ao fluxo de pedestres, e dispõem de muitos caminhos, sendo os mais largos na direção das paradas de ônibus. Nestes locais é fundamental prever áreas de estacionamento, sem o que as vias públicas e até mesmo as calçadas serão invadidas por veículos.

As Praças de Monumentos são concebidas especialmente para receber uma escultura ou para criar uma perspectiva destacando um prédio histórico ou de grande valor arquitetônico. Nestes casos a vegetação é mínima ou nula. Quando uma praça for ociosa, isto é, de pequena freqüência, deve ser feita uma pesquisa de opinião pública ou então reunir a associação de moradores para verificar as causas, eliminando-as para tornar a praça ativa ou útil para a coletividade.

            Seja qual for o tipo, a qualidade de uma praça não está no caráter sofisticado ou luxuoso dos seus elementos sejam de recreação, de iluminação, de pavimentação ou bancos, e tampouco na imitação ou cópia de outras existentes em cidades famosas. A sua qualidade está na boa composição feita através de um projeto, na utilização de materiais e técnicas típicas da região, no uso predominante e com bom senso das espécies vegetais nativas, que as obras de arte se integrem à cultura do meio no que se refere o tema.

Toda cidade possui pelo menos uma praça em frente à igreja e onde se desenvolve o centro comercial. Contudo, o seu uso é muito restrito durante a semana, e na maioria dos casos, a solução para ativá–la tem sido a criação de um parque infantil ou um coreto, ou quando é possível uma quadra polivalente.

Observamos ainda, um costume que empobrece as praças, felizmente cada vez mais raro. Trata-se da colocação de nomes de lojas e empresas nos bancos dos jardins, doados pelas mesmas. Outra mania são os chafarizes, quase sempre repetitivos e de muito mau gosto.

         

 

Coreto da praça central em Valença, RJ                           Tanque com cisnes negros, Praça Xavier Ferreira,

                                                   Rio Grande, RS

 

        

 

Kitsch, mas original (sem fonte)                                                  Praça do Japão, Curitiba, PR

 

 

PARQUES DE BAIRRO

 

Eles se destinam à criação de amplos espaços para o lazer passivo (descanso e contemplação) e ativo (recreação e esportes) para crianças, jovens e adultos, sempre de acordo com os costumes populares. A sua área deve ser de 30000 no mínimo e teoricamente servirá aos moradores dentro de um raio de 1000 m. Se for introduzido o futebol, as dimensões deverão ser aumentadas, contudo são mais comuns as quadras polivalentes. Seja qual for a solução, as instalações sanitárias são imprescindíveis e, melhor ainda, com chuveiros e vestiários. As piscinas públicas geralmente são evitadas devido à dificuldade de controle médico quanto ao perigo de transmissão de doenças. Além disso, devem ser levadas em consideração o curto período de utilização para a maioria das regiões brasileiras e o elevado custo de construção e manutenção.

A maioria das nossas cidades não tem condições de construir um teatro por pequeno que seja e em seu lugar é muito mais viável o que já existe em inúmeros lugares – um anfiteatro ao ar livre. Ele possui um palco em frente a uma arquibancada de cimento com iluminação e sonorização apropriadas, as devidas instalações sanitárias e, as mais completas, dispõem de uma concha acústica. Estes ambientes são rodeados por uma cortina de vegetação que, além de proporcionar um melhor isolamento contra os ruídos do trânsito, permite uma boa composição dos espaços. Esses anfiteatros são na realidade uma evolução dos antigos coretos, funcionando para manifestações culturais como música, danças, teatro, cinema e eventualmente, para atos religiosos ou políticos. Um dos mais famosos do Brasil é o Auditório Araújo Viana no Parque da Redenção em Porto Alegre (RS), pelo grande volume de público nos fins de semana e pela qualidade dos espetáculos populares.

           

   

Parque da Redenção, Porto Alegre, RS                                               Brique da Redenção, Porto Alegre, RS

 

 

PARQUES MUNICIPAIS

 

O que caracteriza um parque municipal são suas dimensões, a localização, a forma de uso e a variedade de opções que oferece. Seu tamanho vai de 300000 a 2000000 . A maioria só abre nos finais de semana e feriados, mas há um fato comum entre todos: a permanência prolongada do usuário, que chega a ficar o dia inteiro no parque. Internamente não deve ser permitido o trânsito de veículos motorizados, prevendo-se, para isto, áreas de estacionamento externas. Um parque municipal contém os seguintes elementos:

 

Comuns:

 

·        Topografia variada;

·        Riacho, lago ou cachoeira;

·        Vegetação natural e cultivada, formando bosques, com predominância das nativas, inclusive com espécies frutíferas para a avifauna, e extensos gramados;

·        Diversões e parques infantis;

·        Restaurantes, bares e instalações sanitárias;

·        Posto policial.

 

Especiais:

 

·        Canchas de esportes;

·        Ciclovias;

·        Área de patinação;

·        Escolinha de artes;

·        Auditório a céu aberto;

·        Museu;

·        Memória do município ou região;

·        Instalações para feiras e exposições regionais ou de maior amplitude;

·        Posto de socorro ou urgência;

·        Vestiários e chuveiros;

·        Berçário;

·        Centro de pesquisas biológicas, ecológicas, etc.

 

A criação de parques dependerá dos “poderes superiores”, os quais pouco ou nada vêm fazendo nos âmbitos ecológicos e paisagísticos.

     

     

 

     

 

Parque Ibirapuera, São Paulo, SP                                                Parque Moinhos de Vento, Porto Alegre, RS

 

 

PARQUES ESTADUAIS E NACIONAIS

 

O número desses parques no Brasil ainda é diminuto comparado com os dos outros países e nossa extensão territorial. A verdade é que a maioria dos nossos parques existe mais no papel, posto que sem fiscalização e abandonados são continuamente submetidos ao desmatamento, invasões e caça predatória.

Nos países desenvolvidos há vários tipos de parques. Em alguns é permitida a visitação pública, incluindo áreas para camping e hotéis. Em outros a visitação é parcial ou totalmente proibida, pois se destinam à preservação de recursos hídricos e dos seres vivos, realizando-se aí importantes pesquisas científicas. A vigilância desses parques é feita por guardas-florestais.

 

 

CALÇADÕES

 

Ainda que sejam mais comuns nas zonas comerciais eles podem existir diante de templos, conjuntos arquitetônicos ou escultóricos, escolas, hospitais, etc. Dependendo do fluxo de público, podem surgir vários calçadões em uma mesma cidade, inclusive nos bairros.

O custo de um calçadão é bastante elevado e um município somente poderá enfrentá-lo com ajuda financeira ou com a participação das casas comerciais a serem beneficiadas direta ou indiretamente. Também é possível realiza-lo com financiamento bancário, e neste caso é imprescindível um estudo de viabilidade abrangendo os custos da obra e financeiros, bem como uma projeção do retorno, através da criação de uma taxa de melhoria que irá incidir sobre os impostos prediais e de serviços, licenças de funcionamento e de construção, transferências, vendas, etc.

 

 

 

O calçadão mais conhecido do mundo, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ

 

 

 

 

  VIAS PÚBLICAS

 

Chamamos de Paisagismo Urbano ao conjunto formado pelas vias públicas, praças, parques e edificações, assim como todos os elementos capazes de integrar e de influir no visual da cidade para o público.

 

 
  

 

 Uma das ruas do bairro Petrópolis, Porto Alegre, RS

 

 

Antes dos veículos automotores a rua era um espaço mais livre e tranqüilo, permitindo maior contato entre as pessoas. Se por um lado eles passaram a exigir ruas mais largas, em princípio tornando-as mais arejadas e diminuindo o confronto devassado das edificações, por outro lado eles estabeleceram um fosso entre as calçadas e pessoas dos dois lados, passando a disputar com os cidadãos o espaço e o oxigênio, além de trazerem uma constante ameaça de acidentes. Por estas razões todas as cidades estudam e vêm aplicando inúmeras medidas para a redução de veículos em suas vias, notadamente no centro. De todas as soluções, a mais eficaz, sem dúvida, é a oferta de transportes coletivos eficientes e baratos, e o melhor exemplo entre nós está Curitiba (PR), contudo, poucas são as cidades que poderão se beneficiar com tais programas, que exigem vultosas verbas.

Quando as áreas e as faixas de estacionamento são pavimentadas com materiais ou cores diferentes das ruas, além de definir claramente o uso, podem ter um bom efeito visual, e melhor ainda se intercalar-se árvores entre cada duas vagas de carros.

 

ESPAÇOS À BEIRA D´ÁGUA : DE MAR, LAGOAS E RIOS

 

As massas de água são elementos da natureza que sempre oferecem aos nossos olhos cenários de beleza e de magia singulares pelas dimensões, movimentos, contornos, cores, contrastes, reflexos, etc. Por isso, visando o interesse coletivo, os espaços que as rodeiam precisam ser especialmente protegidos e regulamentados a fim de impedir o fechamento ou a destruição da paisagem aquática.

A solução para os problemas já existentes é difícil, sobretudo quando implica desapropriação de prédios, mas nas pequenas cidades de hoje, grandes amanhã, ainda se pode salvar este patrimônio paisagístico natural em benefício de todos. Ao invés da faixa de marinha, ainda em vigor, deveria ser interditada a área de terras dentro de pelo menos 150m ao longo do litoral e das margens dos rios, lagoas, represas, etc. Ressalvados casos muito especiais, essas terras deveriam, de forma controlada, passar para os municípios, disciplinando-as o seu uso no sentido urbanístico, paisagístico e ecológico. No Uruguai, foi adotada uma solução audaciosa. Lá foi estabelecida uma faixa não edificável de 300m ao longo das praias com fins paisagísticos, recreativos e outros de interesse da comunidade. Esta medida, com uma nova concepção urbanística para as demais áreas, permitiu o aparecimento de balneários de muito boa qualidade.

Nas maiores cidades proliferam as cortinas quase ininterruptas de concreto junto às avenidas que margeiam as águas.

O mínimo que se deveria fazer era classificá-las como de interesse coletivo, prevendo um colar verde nas bordas das massas de água. Ali devem ser criados parques, praças e outros espaços para o lazer público, com ciclovias, calçadas especiais, etc. Nos balneários é preciso acabar com a mania das avenidas à beira-mar, visto que elas constituem um obstáculo, um perigo para os banhistas. Uma das boas soluções é projetar as vias largas perpendiculares ao mar, com as ruas paralelas à praia descontínuas para dificultar a velocidade dos veículos e, finalmente, a via de contorno interligando as grandes avenidas deve estar afastada da zona de habitações.

 

    

 

Exemplos opostos: à esquerda, Santos,SP e sua grande praça `a beiramar; à direita, Balneário Camboriú,SC

 

MORROS URBANOS

 

A paisagem mais freqüente em nossas cidades são os morros pelados pelo desmatamento, muitos com favelas, retrato da realidade sócio-econômica brasileira.

O tratamento dos morros urbanos é o que se pode chamar de Paisagismo Monumental, sendo uma obra muito cara, inviável só com os recursos do município. Inegavelmente, seria grandioso um “jardim suspenso”, com suas árvores, arbustos e plantas rasteiras oferecendo em cada estação o mosaico multicor da floração e dos matizes de verde.

Apesar do custo da terra ser reduzido, a execução e conservação de parques em morros é uma obra onerosa, mas às vezes é uma das poucas opções de grandes áreas, com a característica de panoramas de longo alcance. Por isso, o mínimo que se deve fazer é criar mirantes, junto aos acessos à Caixa d´Água e às torres de televisão. Com referência aos luminosos comerciais, poluidores visuais dos morros, eles devem ser proibidos, e mais, depois que colocaram a escultura gigante do Cristo Redentor, no Corcovado, Rio de Janeiro, semeou-se pelo país afora um bocado de imagens nos morros sem qualquer originalidade.

 

 

        

 

O original e a cópia, Cristo Redentor e Cristo Luz, Rio de Janeiro (RJ) e Balneário Camboriú (SC), respectivamente

 

 

EDIFICAÇÕES E OBRAS PÚBLICAS EM GERAL

 

As edificações, as pontes, as ruas, as estradas, as represas e todas as obras construídas pelos seres humanos na natureza, são parte integrante da paisagem criada. No entanto, poucos se dão conta de que é preciso cuidar do grau de interferência e da harmonia com o conjunto natural ou urbano, predominando a preocupação unicamente com o aspecto utilitário da obra. Em uma ponte, por exemplo, não se deve pensar só na estabilidade, nos pilares, e na plataforma para o tráfego dos veículos. Ao projetá-la, é necessário sensibilidade para analisar detidamente os aspectos de posição, forma, volume, proporções, cor, grau de interferência na paisagem (primeiro e segundo planos), identificação cultural com o meio, etc.

 

 

   

                                                                  

Ponte que liga Paris à Barcelona                                                     (Sem fonte)

 

 

  Muitas vezes as autoridades estaduais ou federais realizam obras nos municípios sem qualquer cuidado quanto à qualidade plástica das mesmas. Na realidade eles as encaram como um favor àquelas populações não admitindo nenhuma restrição e, por sua vez, os administradores locais nada reclamam com medo de perde-las. Por isso surgem verdadeiros monstrengos que agridem a paisagem urbana ou rural de muitos lugares.

Em Paris, em 1963, foi apresentado um Plano Urbanístico que propunha entre outras coisas, a implantação de um novo sistema viário. No entanto, a sua execução sacrificaria muitos valores culturais. Contra esta idéia surgiram protestos e passeatas, e o plano foi reformulado.

 

ESTRADAS

 

Apesar de no Brasil existir uma grande quilometragem de rodovias, seu tratamento paisagístico é muito pobre, sendo que este possui, talvez, a maior variedade de espécies vegetais do mundo. A desordem começa na implantação da estrada, quando as escavações e aterros são feitos arbitrariamente, pois além de destruírem a vegetação existente e as camadas férteis, deixam o solo descoberto como uma chaga na natureza

O estudo do tratamento paisagístico de uma rodovia deve acompanhar o projeto de engenharia desde os primeiros passos, buscando-se sempre um denominador comum para os problemas da técnica, da economia e da paisagem. Como a preocupação maior é realçar a flora nativa, começa-se fazendo a observação e a análise da vegetação existente, assim como dos conjuntos naturais. Ao mesmo tempo é feita a coleta de plantas-filhotes, mudas e sementes, anotando-se todos os acidentes e elementos importantes, como rochas, águas, perspectivas, etc. Dentre outros aspectos é imprescindível planejar os movimentos de terra de maneira a guardar as camadas férteis para a reutilização posterior.

O estudo do tratamento paisagístico de uma rodovia deve acompanhar o projeto de engenharia desde os primeiros passos, buscando-se sempre um denominador comum para os problemas da técnica, da economia e da paisagem. Como a preocupação maior é realçar a flora nativa, começa-se fazendo a observação e a análise da vegetação existente, assim como dos conjuntos naturais. Ao mesmo tempo é feita a coleta de plantas-filhotes, mudas e sementes, anotando-se todos os acidentes e elementos importantes, como rochas, águas, perspectivas, etc. Dentre outros aspectos é imprescindível planejar os movimentos de terra de maneira a guardar  as camadas férteis para a reutilização posterior.

 

 
 


                                                                                                                              

Estrada da Serra do Rio do Rastro,SC

 

CEMITÉRIOS

 

Normalmente os cemitérios já são ambientes tristes, mas se tornam desoladores com a falta de um tratamento adequado. Sem dúvida, são lugares de grande introspecção e visitados por muitas pessoas.

Para o fechamento de cemitérios deve-se dar prioridade para o uso de cercas vivas. Havendo muros é preferível que estes sejam bem compostos, o mesmo ocorrendo com as calçadas e os portões de acesso à área. O mínimo desejável é que as vias públicas externas junto a estes ambientes sejam arborizadas e tenham florescimento em altura.

No caso dos cemitérios, exigir que seus planos satisfaçam pelo menos as seguintes condições: que seja apresentado um projeto de tratamento paisagístico externo e interno; que as árvores tenham raízes pivotantes e que a vegetação apresente predominância das nativas e com flores, fora do alcance humano; que seja previsto ao menos um conjunto sanitário interno e uma rede de água para as regas; que sejam localizadas adequadamente caixas coletoras de lixo...

Nas grandes metrópoles difunde-se cada vez mais o processo de cremação, solucionando o problema do espaço, livrando as famílias das taxas municipais permanentes. Por outro lado, têm surgido muitos cemitérios particulares com belas soluções em bosques, mas com capacidade limitada e de alto custo. 

 

 

  

 

                                                                                                                             Cemitério Jardim da Paz, Florianópolis, SC