OS JARDINS RESIDENCIAIS

 

Se a maioria das residências tivesse os seus jardins bem tratados, contribuiríamos bastante com a melhoria da paisagem urbana e também da rural e sem ônus para os cofres municipais. Na realidade pouca gente se dá conta de que somados os espaços de frente e laterais das moradias, eles representam a maior área da cidade efetivamente disponível para um paisagismo de baixo custo.

Este quadro colorido e alegre vê-se com freqüência nos municípios de colonização alemã principalmente, onde o apego às plantas é uma tradição, apresentando desde os jardins mais sofisticados até os mais simples, abrangendo inclusive, a zona rural. Este

hábito pode também ser formado em qualquer cidade através da educação escolar e comunitária.

 

       

 

Residência em Pomerode, SC                                            Residência em Ijuí, SC

 

 

Observa-se nas residências de uma mesma rua e até em bairros o uso repetitivo das espécies vegetais, quando o ideal seria a diversificação, dando personalidade a cada jardim. Outro fato é a desproporção entre o espaço existente na frente das casas e o tamanho das árvores e suas copas, obrigando ao morador fazer podas drásticas.

Um grau mais evoluído da integração dos jardins particulares com a via pública é a eliminação dos muros de frente, e dos laterais pelo menos até as edificações, o que alarga e embeleza enormemente o logradouro.

 

 

Felizmente, cada vez mais estão aparecendo os edifícios-verdes ou edifícios-jardins, isto é, prédios de apartamentos e até de escritórios onde externamente existem jardineiras juntos às janelas. Outros têm verdadeiros canteiros às vezes formando cinturões coloridos em torno da massa de concreto. Essas iniciativas exigem alguns cuidados, como o problema da umidade e a impermeabilização, acesso, tipo de rega, renovação da terra, seleção da vegetação apropriada quanto ao sol, sombra e ventos.

 

                                                       

                                                                                                                                                             

Terraço – Jardim do prédio do Banespinha - SP                                                                                                      Residência com cobertura natural

 

 

 

 

 

Edifício comercial com jardins nas sacadas,

Rio de Janeiro, RJ

    

                                                            

PAISAGISMO E TURISMO

 

O traço comum entre o paisagismo e o turismo, é o descanso, a recreação. Apesar do primeiro normalmente não visar lucros, os dois se complementam promovendo mútuo desenvolvimento. Devem ter prioridade os projetos que sirvam de atração turística, mas ao mesmo tempo possa ser desfrutado pela população do município durante o ano todo.

É preciso compreender que o turista é um aventureiro. Ele vem atrás de coisas novas, de imagens originais e autênticas, de comidas diferentes, de paisagens e de contrastes que ele não encontraria no lugar onde mora.

As praças de vizinhança e parques chamam mais a atenção do turista quando têm originalidade e principalmente, quando o conjunto se identifica particularmente com o meio. No mais, ele é atraído pelas grandes paisagens, reservas, massas de água, arquitetura, memória do município, morros urbanos, mirantes, templos, bairros bem tratados, museus originais, artesanato autêntico e comércio local. O lugar da chegada do turista, a entrada da cidade, seja a rodoviária, o porto, a estrada de acesso ou o aeroporto precisam ter um tratamento paisagístico especial.

 

 

 

                                      Pórtico

 

Pórtico da cidade de Joinville,SC                                                                                            Pórtico da cidade de Pomerode, SC