PLACAS DRENANTES DE EPS

 

         Placas de EPS são componentes baratos e eficientes para a drenagem de muros de arrimo, pisos e gramados. Trata-se, por isso, de uma técnica amplamente difundida no mundo.

         

          Processo de fabricação:

         Os blocos e placas de espuma de EPS são produzidos em duas etapas. A primeira consiste na expansão das pérolas, formando pequenas esferas de espuma com 2000 células fechadas por milímetro cúbico. Após um período de repouso, os blocos são moldados pela soldagem integral destas pérolas entre si, numa espuma impermeável. Se a soldagem for parcial e controlada, formam-se microcanais que funcionam com drenos entre as pérolas. Neste caso os alvéolos de 10/20 mícrons se comunicam e asseguram o transporte capilar da água. Esse tipo de material rígido e poroso, leve e de fácil recorte, amplia a gama de processos construtivos de drenagem, bem como de reparos em paredes que exsudam umidade. São processos de fácil manutenção e baixo custo. Para identificação desses blocos, usa-se um banho de emulsão asfáltica que lhes dá uma coloração morena. As qualidades dos blocos normais são totalmente diferente destes e precisam ser visualmente diferenciados.

         

            Drenos e muros de arrimo:

Os muros de arrimo devem ser drenados para o empuxo (solo + água) não ultrapasse sua capacidade de contenção. Além disso, a camada de impermeabilização, se for protegida do contato com o solo, tem mais eficiência e durabilidade. O uso comum de pedra britada como dreno é agressivo à manta de impermeabilização, ao pressioná-la com pontas e arestas de pedra. Por isso, o EPS se apresenta como dreno ideal.

Pela natureza do EPS, o processo permite a colocação do dreno antes ou depois da construção do muro. No caso de muros construídos diretamente no corte do terreno, a placa de EPS é fixada na terra como fôrma perdida do muro. Sobre ela aplica-se um filme de polietileno e o muro poderá ser construído – maciço ou misto – de concreto/alvenaria. No caso de muros que suportam aterro, a construção será sempre concluída e impermeabilizada antes da montagem das placas, que serão aplicadas sobre a face do muro. Depois disso, o aterro pode ser feito sem nenhum cuidado especial.

 

Drenos para pisos:

Quando há necessidade de construir pisos em níveis muito próximos ao lençol freático, as placas de EPS drenante são colocadas sobre o solo, com os tubos de dreno para conduzir a água para fora. Após a proteção com o filme de polietileno, concreta-se o contrapiso. O filme de polietileno é importante para evitar que a nata de cimento obstrua os poros da espuma de poliestireno, quando a placa receber concreto ou argamassa. A aplicação de EPS deve Ter cerca de 50mm para muros expostos e 35mm para muros de porões. Devem ser usadas, de preferência, placas do tipo P1, drenante.

 

Umidade ascendente:

            A umidade ascendente é um fenômeno que parece contradizer a lei da gravidade, já que pela capilaridade o líquido sobe mais alto quanto menor a secção do capilar que o transporta. Em edifícios, há vários processos para reprimir essa umidade ascendente, desde que se possa demolir o revestimento. No caso de materiais ou situações adversas, pode-se manter a parede intacta, retirando-se a umidade da face através de placas de EPS drenante, aplicadas diretamente sobre as superfícies úmidas. A umidade penetra nas placas através dos microcanais e, aumentando o contato com o ar, evapora-se rapidamente. As placas poderão ser revestidas com materiais convencionais da construção. Materiais com 20% de porosidade possuem uma superfície capilar de 8 cmq/cm³, se os poros tiverem diâmetro médio de 1mm.

         

             Drenagem em gramados:

            A drenagem em gramados de grandes extensões também pode ser simplificada com o uso de placas drenantes. O EPS moído, misturado à terra na proporção de 30%, além de bom condicionador de solo, deixa as condições de drenagem muito melhores.

 

        

Figura 19. Drenagem em muros de arrimo

 

                    

        

        

 

        

Figura 20. Drenagem para pisos.

 

    

        

    

        

Figura 21. Drenagem em gramados.

        

            

 

                

                

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