Incêndios em Condomínios Residenciais: Preocupação Constante


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Por Jorge Ferreira dos Santos e Antonio Vicaria Masullo em Segunda-Feira, 21 de Janeiro de 2002 - 01:32 pm:

Diariamente a mídia noticia matérias relativas ao tema Segurança. Mas a abordagem mais comum é quanto a roubos, furtos, estelionatos, seqüestros, estupros, danos, acidentes de trânsito ao passo que desmoronamentos e incêndios em edificações, não tanto. Mesmo quando este tema é abordado, a impressão que se tem é que métodos e técnicas preventivas não fazem parte do assunto. E claro que há problemas dentro dos complexos condominiais, sejam eles residenciais, comerciais, industriais ou mistos. Assim, é necessário que todos tomem ciência da gravidade do problema, onde o slogan: "o incêndio só acontece onde a prevenção falha" é fato real.

Cultura de segurança dentro de condomínios - Já é sabido que o homem sempre procurou viver em local seguro, onde ele possa manter e preservar tudo o que possui e na concepção de muitas pessoas, um condomínio é o espelho deste "paraíso". Entretanto, segurança não envolve apenas os cuidados para se evitar roubos ou furtos, mas o perigo pode se apresentar de muitas outras formas como: botijão de gás, problemas com a rede elétrica, panelas de pressão, aparelhos eletro-eletrônicos, pára-raios, cigarros, má manutenção predial, etc.

Infelizmente a cultura de segurança dentro de uma estrutura condominial tem sido muito superficial. Sua população, por exemplo, pensa que o fator segurança se restrinje apenas às ações advindas de marginais. E, por isso, a maioria das pessoas não tem o mínimo de conhecimento de como utilizar um equipamento de proteção contra incêndios e como agir em caso de sinistro.

Podemos até recordar tristes incidentes que ficaram marcados na história da cidade de São Paulo como os incêndios que destruíram os edifícios Andrauss, Cesp e Joelma e em outras cidades como a explosão de um dos setores do Osasco Plaza Shopping e o desmoronamento do Edifício Palace II, no Rio de Janeiro.

Mas mesmo tendo o homem moderno presenciado estas realidades e sabendo que os perigos poderão ser causados tanto por conseqüências de falhas humanas como também por intempéries da natureza, ele esquece com facilidade o fator prevenção. Este homem, fazendo isso, equipara-se ao homem pré-histórico que fugia do perigo quando esse se apresentava, pois não sabia que o melhor meio de se evitar tais sinistros é colocando em prática a técnica da prevenção.

De quem é a culpa? - Normalmente, dentro de uma estrutura condominial, todos os eventos que causam transtorno à coletividade, são atribuídos ao síndico, por ser ele o responsável administrativo pela edificação. Mas, na prática, não podemos atribuir a total responsabilidade ao síndico, pois como é um assunto de interesse geral deve ser de responsabilidade de todos. Já ficou comprovado que se todos os integrantes de uma comunidade condominial mostrarem-se verdadeiramente interessados no fator segurança, dificilmente um sinistro ou delito acontecerá na edificação.

Eis então perfis de edificações que sofreram com incêndios de perda total do edifício e até mesmo de muitas vidas, seja por culpa de más fiscalizações, más condições de conservação ou nenhuma alternativa preventiva de incêndios fora implantada nesses edifícios.

 

Edifício Joelma / SP

Data: sexta-feira, dia 1º de fevereiro de 1974

Hora de início: aproximadamente 08:50 horas

Vítimas: 179 mortes e 300 feridos

Número de ocupantes: estavam no local, por volta de 756 pessoas

Origem: aparelho de ar condicionado no 12º andar; exames posteriores demonstraram que havia uma ligação de outro pavimento, sem controle daquele em que estava.

Número de andares: vinte e cinco

Ocupação: subsolo e térreo destinados à guarda de registros de documentos dos escritórios; do 1º andar ao 10º para estacionamento aberto e do 11º ao 25º, ocupados por escritórios.

Tipo de construção: estrutura de concreto armado com vedações externas de tijolos ocos cobertos por reboco e revestidos por ladrilhos cerâmicos na parte externa. As aberturas para janelas eram de vidro plano em esquadrias de alumínio. O telhado era de telhas de cimento amianto sobre estrutura de madeira. Nos escritórios, a compartimentação interna era feita por divisórias de madeira e o forro era constituído por placas de fibra combustível fixadas em ripas de madeira e a laje-piso era forrada por carpete.

Desenrolar dos fatos: às 08:50 horas um funcionário ouviu um ruído de vidro rompendo, proveniente de um dos escritórios do 12º andar. Foi até lá para verificar e constatou que um aparelho de ar condicionado estava queimando. Foi correndo até o quadro de luz daquele piso para desligar a energia; mas ao voltar encontrou fogo seguindo pela fiação exposta ao longo da parede. As cortinas se incendiaram e o incêndio começou a se propagar pelas placas combustíveis do forro. Correu para apanhar o extintor portátil, mas ao chegar não conseguiu mais adentrar à sala, devido à intensa fumaça. Subiu as escadas até o 13º andar, alertou os ocupantes e ao tentar voltar ao 12º pavimento, encontrou densa fumaça e muito calor. A partir daí o incêndio, sem controle algum, tomou todo o prédio. Foram feitas várias corridas de elevadores até que a atmosfera permitisse, salvando muitas pessoas; porém uma ascensorista na tentativa de salvar mais vidas, após as condições ficarem muito ruins, morreu no 20º andar.

Operações de Salvamento e Combate: O Corpo de Bombeiros recebeu o primeiro chamado às 09:03 horas. Dois quartéis mais próximos enviaram viaturas às 09:05 horas que devido às condições de tráfego, chegaram às 09:10 horas. O incêndio se propagava rapidamente pela fachada para os andares superiores. As pessoas do prédio haviam corrido para as laterais de banheiros e para a parte mais alta do edifício. Devido a grande dimensão do incêndio, em pouco tempo estavam no local 12 auto-bombas, 3 auto-escadas, 2 plataformas elevatórias e uma quantidade muito grande de veículos de salvamento que iniciaram um grande trabalho de retirada das vítimas e combate ao fogo.

 

Término: ocorreu a extinção por volta de 10:30 horas

Final do resgate: às 13:30 horas, todos os sobreviventes já haviam sido resgatados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Danos ao prédio: todo material combustível do 12º ao 25º foi consumido pelo fogo. O 11º andar não foi danificado. Foram pequenos os danos aos pilares e vigas; o esfoliamento mais severo de laje de piso foi no 11º andar. Engenheiros estruturais declararam não ter havido dano estrutural. Nenhum dano ocorreu às máquinas do topo do fosso de elevadores.

Observações quanto ao salvamento: Muitas pessoas foram retiradas daquelas áreas de banheiros com auxílio das escadas mecânicas. As atitudes das vítimas foram variadas, muitos subiram ao telhado, outras ficaram nos andares se molhando com água das mangueiras, infelizmente 40 morreram ao pularem do alto do edifício para escapar do calor. No telhado grande parte se salvou ao abrigar-se sob as telhas de cimento amianto, os que não fizeram isso morreram sob os efeitos do intenso calor e fumaça. Apesar de não recomendado, a maioria dos 422 que se salvaram, escaparam pelos elevadores que conseguiram fazer descidas expressas pela habilidade dos ascensoristas e graças à demora do sistema elétrico dos elevadores ser afetado pelas chamas.

 

Observações quanto ao sistema contra incêndios existente: havia somente uma escada comum (não de segurança, que tem paredes resistentes ao fogo e ventilação para evitar gases tóxicos). Não havia sistema de alarme manual ou automático de forma que fosse rapidamente detectado, dado o alarme e desencadeadas as providências de abandono da população, acionamento de brigada interna, acionamento do Corpo de Bombeiros e outras mais. Não havia qualquer sinalização para abandono e controle de pânico. Apesar da estrutura do prédio ser incombustível, todo o material de compartimentação e acabamento não era e não havia qualquer controle de carga-incêndio, por isso rapidamente o incêndio se propagou e fugiu do controle.

 

Edifício Andraus / SP

Data: quinta-feira, 24 de fevereiro de 1972

Horário de Início: O incêndio começou às 16h20, no terceiro andar do edifício, na seção de crediário da Pirani. A essa hora, soprava no centro da cidade um vento de 30 quilômetros horários (o normal em São Paulo é de 7 a 12 quilômetros por hora), que contribuiu decisivamente para a rapidíssima propagação do fogo.

Vítimas: 16 pessoas morreram. Enquanto os 500 funcionários da Pirani, que ocupava cinco andares do edifício, começavam a sair pela porta da av. São João, outras duas mil pessoas começavam a viver a tragédia com as labaredas tomando os 24 andares restantes do edifício. Com um heliporto no topo edifício Andraus foram resgatadas mais de 300 vítimas que conseguiram chegar até lá.

Número de Ocupantes: Mais de 2mil pessoas se encontravam no edifício na hora do incêndio.

Origem do Incêndio: O fogo começou às 16h20 no 3° andar da Pirani, seção de crediario.
O incêndio começou às 16:20 h nos fundos do 3° andar do edificio onde funcionava a seção de crediario da Pirani. João Batista Zicari Filho, um dos gerentes da loja tentou abafar as chamas com um dos três extintores que havia em cada andar do edificio, mas o seu esforço foi inutil. Rapidamente, as labaredas passaram para a seção de alfaiataria, no 2° andar, e para o salão de moveis, atingindo o estoque de botijões de gás e o armário de munição
. Possivelmente o incêndio fora provocado por um curto-circuito geral, no 3° andar do edifício.

 

 

 

 

 

 

 

 

Número de Andares: 25 andares, sendo que o fogo começou no terceiro andar. Após a intervenção dos bombeiros ainda se viam chamas em alguns andares, como o 9°, o 10°, o 13° e o 17°.Cerca das 21h45 os bombeiros começaram a dirigir os jatos das mangueiras para o 4° andar, mas uma ameaça se apresentava: um dos pilotis do 5° andar estava rachado.

Ocupação: O Edifício Andraus possuía, em cada andar, além dos escritórios, diversas copas e cozinhas todas com material de fácil combustão (botijões de gás, geladeiras, etc.). Cerca de 2.000 funcionários trabalhavam nos escritórios, que empregavam, em media 30 pessoas, cada um. No predio estavam escritórios da Petrobrás, Siemens, Companhia Varejista de Seguros (pertencente ao presidente do Palmeiras, Pachoal Giuliano, com 50 funcionários), SUSEPE (Companhia de Seguros), Adrati e outros.

Tipo de Construção: O construtor do prédio incendiado disse ainda que o grande aquecimento poderia afetar as duas colunas mestras de sua estrutura e que se isso acontecesse, o prédio viria abaixo.
"O prédio foi totalmente construído em concreto. Se em vez desse material tivéssemos usado a estrutura metálica, o edifício já teria ruído", explicou ele.

Desenrolar dos fatos: O fogo começou às 16h20 no 3° andar da Pirani, seção de crediário. João Batista Zicari Filho, um dos gerentes da loja tentou abafar as chamas com um dos três extintores que havia em cada andar do edifício, mas o seu esforço foi inútil. Rapidamente, as labaredas passaram para a seção de alfaiataria, no 2° andar, e para o salão de moveis, atingindo o estoque de botijões de gás e o armário de munição. Em menos de 10 minutos o fogo já se propagara para os andares inferiores e, logo em seguida, mais lentamente, para os de cima. A essa hora, soprava no centro da cidade um vento de 30 quilômetros horários (o normal em São Paulo é de 7 a 12 quilômetros por hora), que contribuiu decisivamente para a rapidíssima propagação do fogo. Isoladas pelas chamas nos andares de baixo, muitas pessoas que estavam no prédio (onde funcionam entre outras empresas a Shell, Petrobrás, Siemens, a Companhia Varejista de Seguros, a SUSEPE) subiram até o ultimo andar, antevendo a possibilidade de uma salvação pelo heliporto. Outras, entretanto, ficaram presas dentro dos andares incendiados e, em desespero, saltaram para a morte. Duas tentaram usar uma corda, mas que só chegava a 15 metros do chão. Pularam dessa altura e morreram na calçada. Enquanto os 500 funcionários da Pirani, que ocupava cinco andares do edifício, começavam a sair pela porta da av. São João, outras duas mil pessoas começavam a viver a tragédia com as labaredas tomando os 24 andares restantes do edifício. Em 20 minutos, ele estava praticamente tomado pelo fogo e o vento forte elevava as chamas a mais de 300 metros de altura. Meia hora após o início do incêndio, o prefeito Figueiredo Ferraz chegou à av. São João. - Fiquei traumatizado com o incêndio -disse o prefeito.- O prefeito Ferraz disse que mobilizou ambulâncias de todas as Secretarias da Prefeitura e das Administrações Regionais, os carros-pipas da SAEC e o único helicóptero que estava funcionando. Aliás, foi o primeiro aparelho a pousar no heliporto do edifício Andraus para resgatar as vítimas, mais de 300, que conseguiram chegar até lá.

Operações de Salvamento e Combate: Por volta das 17 horas, quando já estavam no local praticamente todas as guarnições do Corpo de Bombeiros, surgiu o primeiro helicóptero: fez algumas evoluções em volta do prédio, para reconhecimento da área e pousou às 17h15, decolando um minuto depois, com as primeiras pessoas resgatadas. Logo vieram outros helicópteros - da FAB, do Palácio do Governo, da Prefeitura, da COMASP, do Banco do Estado e de firmas particulares - havendo ocasiões em que seis aparelhos sobrevoavam a área ao mesmo tempo. Os helicópteros recolhiam as vitimas e as levavam para heliportos improvisados, como a praça Princesa Isabel, o campo do Palmeiras e para o aeroporto de Congonhas ou Campo de Marte. E, no topo do edifício, quase transformado numa fornalha, a ação de quatro homens de sangue-frio impediu que o pânico fizesse mais vitimas: por iniciativa própria, eles assumiram a liderança das centenas de pessoas, fizeram-nas deitar-se para evitar asfixia pela fumaça e estabeleceram a prioridade para o embarque nos helicópteros. Primeiro as crianças, depois as mulheres e finalmente os homens, eles quatro por ultimo. Cerca das 21h30 o comandante do Corpo de Bombeiros anunciou que se iniciavam os trabalhos de rescaldo. Os bombeiros já estavam na marquise da sobreloja, onde encontraram mais dois cadáveres -o que elevava o numero de mortos a cinco. Mas os bombeiros, entretanto, ainda se recusavam a fazer qualquer estimativa sobre o numero total de mortos, enquanto prosseguia o trabalho de resgate de pessoas que ainda estavam no topo do edifício.
Grupos de bombeiros, chegados de helicóptero, desembarcaram no topo e começaram a trabalhar de cima para baixo, enquanto seus companheiros faziam o resgate de baixo para cima.
Ainda se viam chamas em alguns andares, como o 9°, o 10°, o 13° e o 17°.Cerca das 21h45 os bombeiros começaram a dirigir os jatos das mangueiras para o 4° andar, mas uma ameaça se apresentava: um dos pilotis do 5° andar estava rachado.Um lamaçal espesso e escorregadio, formado por cinzas, cacos de vidro e detritos carbonizados, misturados à água, corria numa grande extensão da Av. São João.
O governador Laudo Natel compareceu ao local do incêndio e ali ficou cerca de dez minutos. Afirmou que o governo do Estado estava tomando todas as providencias para reduzir as proporções da tragédia. Fez um apelo ao povo para que desimpedisse as vizinhanças do prédio e dos hospitais.

Término: Cerca das 21h30 o comandante do Corpo de Bombeiros anunciou que se iniciavam os trabalhos de rescaldo. Cerca das 21h45 os bombeiros começaram a dirigir os jatos das mangueiras para o 4° andar, concluindo pouco tempo depois a extinção do fogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Final dos Resgates: Após o término do rescaldo, por volta das 22h00, o resgate já havia terminado e todos os sobreviventes retirados do prédio. O número de mortos, porém, ainda não era confirmado.

Danos ao Prédio: Segundo o Arquiteto responsável pelo projeto do edifício Andraus, se o incêndio tivesse se prolongado por mais tempo, a temperatura comprometeria a integridade dos dois pilares de sustentação mais importantes do prédio. O que aconteceu com a estrutura no entanto foi apenas uma rachadura num dos pilotis do quinto andar.

Observações quanto ao Salvamento: Grande parte das vítimas conseguiram escapar das chamas pelo heliporto; sem a ajuda de inúmeros helicópteros de empresas privadas e públicas mais de 300 pessoas correriam grande risco de se tornarem vítimas fatais. Além disso, foram  executadas manobras de rede de água da região do prédio incendiado e a superintendência da SAEC enviou ao local dez carros tanques de nove mil litros cada um, cinco viaturas para o transporte de feridos, três ambulâncias e interrompeu o fornecimento de água a particulares na área central da cidade. Calcula-se o consumo de vários milhões de litros de água no combate às chamas e a movimentação de todo o pessoal disponível em serviço naquela autarquia.

Observações quanto ao Sistema de Contra Incêndio existente: Não haviam escadas apropriadas para fuga caso ocorresse incêndio, tanto dentro como fora do edifício. A estrutura de concreto não possuía materiais inflamáveis, no entanto, a maior parte do material de preenchimento foi destruída pelas chamas. Além disso, todos os andares do prédio comercial continham copas e cozinhas, que por possuírem material inflamável contribuíram para o rápido alastramento do fogo.

 

WTC / NY

Data: 11 de setembro de 2001

Hora de início: Os ataques começaram as 8h45m locais (9h45 hora de Brasília). Por volta das 9h03 locais, um segundo avião da American Airlines também seqüestrado chocou-se contra a segunda torre do WTC.

 

Vítimas: cerca de 1.100 pessoas ficaram presas nos pisos superiores das torres gêmeas do World Trade Center e, sem poder escapar da tragédia, conseguiram falar com seus parentes.  Cerca de 300 pessoas na torre Sul e 800 na torre Norte tentaram, durante os 102 minutos que separaram o primeiro impacto do desabamento da segunda torre, encontrar uma saída. Ao todo foram 3.478 vítimas fatais.

Número de ocupantes: trabalhavam, em cada torre, mais de cinco mil pessoas e circulavam mais de vinte mil pessoas por hora nas duas torres. Como os ataques se deram pela manhã, muitos empregados ainda não haviam chegado ao local de trabalho.

Origem: Dois aviões (boings) da empresa American Airlines foram seqüestrados por terroristas e atingiram as Torres Gêmeas.

 

Número de andares: 110 andares.

Ocupação: empresas e escritórios de serviços variados que contavam com parcerias mundiais de negócios. Algumas lojas e restaurantes também ocupavam o WCT.

Tipo de construção: Paredes estruturais ( load bearing walls) que provia proteção e sustentação a cargas internas e externas, como a ação do vento, por exemplo. As paredes externas constituíam-se de colunas espaçadas (21 colunas a 10 metros de distância uma da outra) amarradas à vigas que formavam uma “cinta” em cada andar. As únicas colunas internas estavam locadas nas áreas onde se encontravam os poços dos elevadores. 

Desenrolar dos fatos: às 8h48 o vôo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte do WTC. O incêndio imediatamente começou e o fogo queimou por quase uma hora, quando os vinte andares superiores os lugar do colapso do avião vieram abaixo, arrasando os 90 andares inferiores. O segundo avião atingiu a outra torre às 9:30 e depois de 102 minutos queimando, também desabou. Muitas pessoas que se encontravam, tanto na primeira quanto na segunda torre saíram após o primeiro avião colidir. Os bombeiros da cidade de Nova York chegaram poucos minutos após o primeiro choque e algum tempo depois muito bombeiros voluntários também chegaram no local. Ao entrar em ambas as torres e subir aos andares mais próximos ao choque com os aviões muitos bombeiros morreram pois as torres desabaram dentro de pouco tempo. Muitas pessoas em desespero se jogaram dos mais altos andares e alguns tentaram telefonar para familiares.

 Os trabalhos dos bombeiros e voluntários seguiram por semanas, mas só nos 3 primeiros dias foram localizadas pessoas com vida. Nos outros, somente restos e pedaços de gente. Um mês depois já eram tratores e escavadeiras que trabalhavam no local, que agora estava sob vigilância 24 horas.  O fogo foi realmente extinto após meses, sendo que, entre os escombros e detritos ainda havia focos do incêndio queimando.

 

 

 

 

 

 

 

Operações de Salvamento e Combate: O corpo de bombeiros de Nova York e muitos voluntários iniciaram a operação de salvamento minutos após a primeira colisão. Muitos perderam a vida nas primeiras horas, não contando com o desabamento das torres. O combate ao fogo parecia impossível, já que o foco de incêndio era, no mínimo, localizado no 80º andar. As operações de resgate seguiram mesmo após a queda de ambos os edifícios e o combate ao fogo se deu por inúmeros carros e caminhões pipa.

Término: o término do resgate se deu após duas semanas, já não havia mais esperanças de encontrar algum sobrevivente. O extermínio do fogo só se deu após alguns meses, quando foi limpa e aberta a área atacada (ground zero).

Final do resgate: duas semanas após o dia 11/09/01

Danos ao prédio: perda total das Torres Gêmeas

Observações quanto ao salvamento: A maioria dos sobreviventes evacuou o primeiro edifício antes do desabamento e muitas pessoas que se encontravam na torre não atingida evacuaram-na antes mesmo do segundo avião se chocar contra a torre. Algumas pessoas ficaram presas nos elevadores mas os bombeiros foram capazes de salvá-las. Foram resgatadas vítimas até três dia após o ataque, dentro dos escombros do WTC. Muitos bombeiros morreram durante o resgate.

Observações quanto ao sistema contra incêndios existente: Havia uma escadaria contra incêndio no interior do prédio por onde os sobreviventes puderam evacuar o prédio após a colisão. Existia também um sistema de “splinkers”, que são pequenas mangueiras de água locadas do teto em intervalos pequenos que são ativadas por fumaça ou calor e se encontravam em cada andar. O sistema não foi muito útil, porém, pois o fogo no local do choque chegou a 2000 graus F.

 

 

 

 

 

 

 

PRÉDIO DA ARQUITETURA / UFSC

Segunda,24

Prédio da Arquitetura é danificado por incêndio


O fogo começou por volta da 1h deste sábado, em um prédio de madeira do departamento de Arquitetura. Devido ao acidente, as aulas do cursos estão suspensas na segunda e terça-feira

 

Por volta da 1 hora, um dos vigilantes da UFSC percebeu o início do incêndio no prédio da Arquitetura. Enquanto o Corpo de Bombeiros era acionado, ele ainda tentou conter o fogo e chegou a retirar alguns equipamentos do local.

 

 

  

Os bombeiros começaram combatendo o fogo externamente, enquanto criavam acessos para o combate interno, em que se buscou preservar a área ainda não atingida. Após algum tempo de serviço, os soldados conseguiram extinguir o fogo.

Segundo o relatório do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), uma área de aproximadamente 100 metros quadrados foi destruída pelas chamas. Foram danificados móveis, aparelhos eletro-eletrônicos, livros, documentos e materiais diversos que estavam dentro na edificação.

De acordo com o chefe de gabinete, Áureo Moraes, o incêndio ocorreu nas salas da secretaria e da chefia do Departamento, sendo que documentação relativa aos professores e à administração do curso foi perdida. "Já os documentos referentes aos alunos não foram atingidos", diz Moraes.

O prédio foi deixado sob a responsabilidade dos seguranças da Universidade, sendo que os materiais não danificados foram guardados e a área, interditada.  

Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas segundo os vigilantes, o fogo teria começado no corredor externo que dá acesso às salas.

 

Terça,25

Relatório do incêndio na Arquitetura é enviado ao MEC


O reitor da UFSC, Lúcio Botelho, enviou ao MEC, nesta terça-feira, um relatório preliminar sobre o incêndio que destruiu as salas onde funcionavam o Departamento e a Secretaria do Curso de Arquitetura e Urbanismo.

 

O ofício deve ser entregue diretamente ao secretário de Ensino Superior, Nelson Maculan Filho, e apresenta um levantamento prévio dos prejuízos com o fogo. Este levantamento foi feito pelos técnicos do ETUSC e mostra que pelo menos 500 metros quadrados foram destruídos pelas chamas e outros 300 metros quadrados estão com a estrutura comprometida.

A administração da UFSC espera sensibilizar o MEC para a necessidade de liberação de recursos em caráter emergencial, a fim de incluir um espaço específico no projeto das novas instalações do Departamento. No dia 6 de maio, a direção da UFSC finalizou a primeira etapa do novo prédio da Arquitetura.

Durante a manhã desta terça, funcionários da universidade limparam o local do incêndio. De acordo como o pró-reitor de Orçamento e Infra-estrutura, Mário Kóbus, o local que queimou vai se tornar uma passagem para o novo prédio do Departamento de Arquitetura.

 

 

Sexta,28

Segunda-feira não haverá aulas no curso de Arquitetura


De acordo com o chefe do departamento de Arquitetura e Urbanismo, Lino Fernando Bragança, as aulas devem ser retomadas na próxima quinta-feira. A volta condicionada à aprovação da inspeção técnica do ETUSC em conjunto com os professores do curso.

 

A vistoria irá ocorrer na quarta pela manhã e se for verificado que o edifício novo não possui condições para ser utilizado, haverá uma reunião do colegiado do curso à tarde para definir uma nova data de retorno às aulas.

Nesta sexta-feira foi solicitada reitoria uma série de medidas a serem tomadas para que os alunos possam assistir às aulas no novo bloco. Entre elas está a instalação de um sistema de alarme, a limpeza da obra e a presença de um segurança do campus.

No atual edifício da Arquitetura ficarão o departamento técnico administrativo, os professores e os laboratórios, enquanto no novo bloco serão realizadas as aulas.

Bragança reclama dos recursos disponíveis para finalizar a construção das novas instalações. "A verba do governo federal vem a conta-gotas e não se tem dinheiro para terminar as obras", critica.

Nesta semana não houve nenhuma atividade na Arquitetura por causa do incêndio ocorrido no último sábado. Ainda não h uma previsão para a entrega do laudo que apura as causas do incidente.