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Taipa de pilão

A Taipa

A taipa é uma técnica herdada das culturas árabes e berbéres, constitui-se de paredes feitas de barro amassado e calcado, por vezes misturado com cal para controlar a acidez da mistura que vem a ser comprimida entre taipais de madeira desmontáveis, removidas logo após estar completamente seca, formando assim uma parede de um material incombustível e isotérmico natural e particularmente barato. Embora seja um material de construção bastante utilizado, sobretudo em regiões argilosas, e tenha uma resistência comparável à do cimento, não foi muito usada para a construção de fortificações.
As paredes de taipa têm como inconvniência serem facilmente atacadas por roedores e a fraca estabilidade a esforços laterais provocados pelas cargas da cobertura. Por isso não eram indicadas para a construção de grandes edifícios, além de serem facilmente degradadas pela água e a umidade. Assim são executadas sobre fundações de alvenaria de pedra ordinária com cerca de 60 cm acima do solo, evitando assim as humidades ascendentes. As paredes de taipa podem vir a ser revestidas, isso ocorre principalmente com rebocos à base de cal apagada.
A técnica tradicional da taipa é utilizada hoje ainda em países em desenvolvimento. Sistemas de fôrmas mais sofisticados e uma compactação mediante a utilização de pilões elétricos ou pneumáticos reduzem os custos de mão de obra significativamente e fazem desta técnica uma opção relevante em países industrializados. Esta tecnologia mecanizada para executar paredes de taipa em relação à construção tradicional com tijolos não é só uma alternativa viável do ponto de vista ecológico, mas também econômico, especialmente naqueles países desenvolvidos onde por razões climáticas não há grandes requerimentos de isolamento térmico. No sudoeste dos Estadus Unidos e na Austrália existem várias empresas que executam há anos esta técnica de construção.
Em comparação com técnicas em que o barro se utiliza em um estado mais úmido, a técnica da taipa tem uma retração mais baixa e uma maior resistência. A vantagem em relação às técnicas de construção com adobe é que as construções de taipa são monolíticas e por isso têm uma maior durabilidade.

Construção da taipa.

A terra utilizada na taipa é extraída num local próximo ao da construção, isso depois de ser removida a terra vegetal (cerca de 0.5m). É normalmente uma terra argilosa que após ser misturada com pequenas pedras, seixos rolados, água, palha e cal e se obter uma mistura homegênea é batida dentro de fôrmas de madeira chamadas de taipais (é constituída de duas grandes pranchas compostas de tábuas emendadas no topo e furos equidistantes atravessados por claves de madeira que ajudam no transporte e levantamento dos blocos),

durante muitos dias fica secando ao sol. Não é possível estabelecer o momento em que uma parede de barro está seca, mas sempre o processo de secagem é mais rápido que o de tijolos e o de concreto. Se o clima é seco e quente e se há movimento suficiente no ar, o processo de retração estará concluído depois de alguns dias. Depois de três semanas pode-se sentir com o tato que a parede está totalmente seca, mas a quantidade de água é ainda assim elevada em relação ao equilíbrio de umidade. Ao retirar a fôrma tem-se grandes blocos percorridos pelos furos. Estes tijolos gigantes proporcionam espessas paredes com 60 centímetros ou mais, o que proporciona um excelente isolamento térmico e sonoro.
A parede de taipa precisa de menos trabalho e material que aquelas contruídas com outras técnicas. Normalmente não é necessário rebocar estas paredes. Pode-se obter facilmente uma parede lisa em que se pode aplicar pintura diretamente, devendo as paredes serem protegidas da chuva por uma cobertura. Caso contrário, deve-se usar revestimentos.