¡Taipa de Pilão!
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Taipa de pilão

A Taipa
A taipa
é uma técnica herdada das culturas árabes e berbéres, constitui-se de paredes
feitas de barro amassado e calcado, por vezes misturado com cal para controlar
a acidez da mistura que vem a ser comprimida entre taipais de madeira desmontáveis,
removidas logo após estar completamente seca, formando assim uma parede de
um material incombustível e isotérmico natural e particularmente barato. Embora
seja um material de construção bastante utilizado, sobretudo em regiões argilosas,
e tenha uma resistência comparável à do cimento, não foi muito usada para
a construção de fortificações.
As paredes de taipa têm como inconvniência serem facilmente atacadas por roedores
e a fraca estabilidade a esforços laterais provocados pelas cargas da cobertura.
Por isso não eram indicadas para a construção de grandes edifícios, além de
serem facilmente degradadas pela água e a umidade. Assim são executadas sobre
fundações de alvenaria de pedra ordinária com cerca de 60 cm acima do solo,
evitando assim as humidades ascendentes. As paredes de taipa podem vir a ser
revestidas, isso ocorre principalmente com rebocos à base de cal apagada.
A técnica tradicional da taipa é utilizada hoje ainda em países em desenvolvimento.
Sistemas de fôrmas mais sofisticados e uma compactação mediante a utilização
de pilões elétricos ou pneumáticos reduzem os custos de mão de obra significativamente
e fazem desta técnica uma opção relevante em países industrializados. Esta
tecnologia mecanizada para executar paredes de taipa em relação à construção
tradicional com tijolos não é só uma alternativa viável do ponto de vista
ecológico, mas também econômico, especialmente naqueles países desenvolvidos
onde por razões climáticas não há grandes requerimentos de isolamento térmico.
No sudoeste dos Estadus Unidos e na Austrália existem várias empresas que
executam há anos esta técnica de construção.
Em comparação com técnicas em que o barro se utiliza em um estado mais úmido,
a técnica da taipa tem uma retração mais baixa e uma maior resistência. A
vantagem em relação às técnicas de construção com adobe é que as construções
de taipa são monolíticas e por isso têm uma maior durabilidade.
Construção da taipa.

A terra
utilizada na taipa é extraída num local próximo ao da construção, isso depois
de ser removida a terra vegetal (cerca de 0.5m). É normalmente uma terra argilosa
que após ser misturada com pequenas pedras, seixos rolados, água, palha e
cal e se obter uma mistura homegênea é batida dentro de fôrmas de madeira
chamadas de taipais (é constituída de duas grandes pranchas compostas de tábuas
emendadas no topo e furos equidistantes atravessados por claves de madeira
que ajudam no transporte e levantamento dos blocos),

durante
muitos dias fica secando ao sol. Não é possível estabelecer o momento em que
uma parede de barro está seca, mas sempre o processo de secagem é mais rápido
que o de tijolos e o de concreto. Se o clima é seco e quente e se há movimento
suficiente no ar, o processo de retração estará concluído depois de alguns
dias. Depois de três semanas pode-se sentir com o tato que a parede está totalmente
seca, mas a quantidade de água é ainda assim elevada em relação ao equilíbrio
de umidade. Ao retirar a fôrma tem-se grandes blocos percorridos pelos furos.
Estes tijolos gigantes proporcionam espessas paredes com 60 centímetros ou
mais, o que proporciona um excelente isolamento térmico e sonoro.
A parede de taipa precisa de menos trabalho e material que aquelas contruídas
com outras técnicas. Normalmente não é necessário rebocar estas paredes. Pode-se
obter facilmente uma parede lisa em que se pode aplicar pintura diretamente,
devendo as paredes serem protegidas da chuva por uma cobertura. Caso contrário,
deve-se usar revestimentos.
