Piscinas de Fisioterapia

 - Piscinas adaptadas ou não, para Clínicas de Fisioterapia, Universidades, Hospitais ou Centros de Reabilitação

        Nos últimos anos houve uma crescente busca pela construção de piscinas adaptadas ou não pelos fisioterapeutas para atender as necessidades de seus clientes. Isso ocorre devido ao aumento dos cursos de graduação e de especializações na área de Fisioterapia em todo o país bem como pela procura destes profissionais na ampliação e modernização do seu espaço físico. Hoje o mercado de construção de piscinas está em pleno desenvolvimento, principalmente na Europa (na elaboração de piscinas com o solo regulável), nos EUA (na elaboração de piscinas portáteis, pequenas e com estações de exercícios) e no próprio país.

        Às vezes, durante a construção não planejada ou tentativa desenfreada para resolução de um problema, observa-se erros primários que poderiam ser evitados. Além de uma boa comunicação entre o proponente do projeto, do fisioterapeuta especialista na área e o responsável pela obra (engenheiro ou arquiteto), há uma necessidade de estabelecer as finalidades e os objetivos a curto e longo prazo, e de conhecer a população que vai desfrutar do espaço.

        É comum você visitar um Curso de Fisioterapia e observar a piscina construída de modo elevado (geralmente parcial, metade escavada e metade elevada), com as paredes chegando a quase 1 metro de altura. Opta-se por esta forma de construção por ser de mais fácil acesso aos pacientes que usam cadeira de rodas, pois na maioria das vezes não há elevador.
 
        Na maior parte do tempo, utiliza-se este tipo de piscina com pacientes, com acadêmicos, com cursos de extensão, com prática de aulas de especializações e para pesquisas, baseando-se nos conceitos da fisioterapia aquática, no conceito “Halliwick” e no treinamento do “deep-running”.

        O planejamento e as incessantes discussões sobre o assunto (de todos envolvidos na construção) são de fundamental importância para que se tenha êxito na construção de piscinas que serão utilizadas pelos fisioterapeutas e ou alunos e seus pacientes. Por isso,dividi-se o planejamento em três fases:
Na primeira fase, responde-se a um questionário com os principais dados referentes a piscina a ser construída, como objetivos, área disponível, número e tipo de pacientes atingidos.

        Após responder essas primeiras perguntas, iríamos para uma segunda fase que seria a elaboração da planta da piscina. Neste momento decidimos o seu formato (retangular, quadrada, mista e ainda seus equipamentos internos - ou estações de exercícios), o acesso (rampa, escada, elevador e etc.), forma do aquecimento (gás, solar, bomba de calor ou elétrico), a profundidade (que depende dos pacientes que utilizaram e da mecânica de fluídos) e a discussão do vestiário / salas acoplado ao projeto.

        Na terceira fase discutiríamos sobre os aspectos externos da área da piscina (cor, parede, vidros, paisagem, pisos) e também sobre a orientação de possíveis programas ou projetos universitários que poderiam ser desenvolvidos. Um suporte sobre a realização de pesquisa científica também poderia ser discutido.