Pau-a-pique ou taipa de mão
Caracteriza-se por uma trama de paus verticais e horizontais, eqüidistantes, e alternadamente dispostos. Essa trama é fixada verticalmente na estrutura do edifício e tem seus vãos preenchidos com barro atirados por duas pessoas simultaneamente uma de cada lado.

A taipa de mão geralmente é utilizada nas paredes internas da construção. Com efeito, mesmo que não recebam diretamente cargas verticais, estas paredes têm um importante papel no travamento geral das estruturas, mediante a interligação entre paredes, pavimentos e coberturas, decisiva para a capacidade resistente global da construção. É necessário o uso de fundações em pedra que subam pelo menos 30 cm acima do solo, para evitar a umidade ascendente. É importante também que estas juntas, das paredes com as fundações, com as janelas e com as portas sejam impermeabilizadas com asfalto e ajustadas por encaixes para dificultar a passagem da água. Deve-se reforçar as esquinas e coroamentos com vergalhões, madeira ou bambu. Quando a parede está meio seca, põe-se outra camada fina de barro com sumo de cactos para dar um acabamento mais liso.
Neste tipo de construção, não devemos projetar vãos de janelas e portas muito próximos uns dos outros nem das esquinas, pois isto diminui a resistência da edificação
Existem outras técnicas semelhantes ao pau-a-pique bastante interessantes, como paredes com tufos de sapê ou com moringas, cobertas com barro.

