Mini-estação de tratamento de água e esgoto

 

Mini-estações são sistemas modulares e leves de saneamento para tratamento de água e esgoto domiciliares.

Seu uso é recomendado para residências, edifícios, condomínios, indústrias (carga orgânica de refeitórios e banheiros), casas ou áreas de praia e/ou litoral, chácaras, sítios, fazendas e para situações em que não haja atendimento pela rede pública. Tais sistemas são indicados, também, para quem pretende reusar a água tratada no próprio ambiente construído, para funções como: descarga de vasos sanitários, lavagem de piso e automóveis, regas de horta e jardins.

As Mini-estações realizam tratamento de caráter biológico, removendo a carga orgânica contida na água pela ação de microrganismos eficientes (bactérias), reduzindo o nitrogênio e fósforo e eliminando patógenos que poderiam transmitir doenças e contaminar o lençol freático. Essa ação permite que a água seja devolvida ao meio ambiente sem quaisquer riscos

 

- Tratam a água e o esgoto no local de geração do resíduo;

- Atendem a partir de 2 pessoas;

- Eficiência de 94% a 98% de remoção de DBO;

- Baixa exigência de área para instalação (a partir de 4m2);

- Permitem o reaproveitamento da água para funções secundárias. Estima-se que é possível economizar mais de 40% na conta de água com o reaproveitamento das águas servidas (fonte: ATA | Austrália);

- A água tratada pode ser lançada em corpos d’água ou infiltrada diretamente no solo

 

O dimensionamento do sistema é feito de acordo com o número de usuários, sempre seguindo as normas da ABNT - NBR 7229/1993, o que permite determinar a vazão diária de esgoto.

 

- Caixa de gordura;
- Tanque séptico;
- Caixa de inspeção/passagem
- Septo-difusor

 

- Entrada do efluente por um difusor de entrada, com quebra de sólidos e redução da velocidade de entrada dos efluentes, evitando a turbulência do material já depositado;

- No tanque séptico, ocorre a decantação dos materiais pesados no fundo e a flutuação dos materiais leves na parte superior, com a formação de área de lodo ao fundo; área de depuração ao centro, e área de materiais flutuantes na parte superior;

- A saída do efluente passa por um pré-filtro de saída, preenchido com brita n.º 03, para impedir a saída dos materiais sólidos flutuantes;

- Caixa de inspeção/passagem entre o tanque séptico e o septo-difusor II, para facilitar a distribuição do efluente;

- Passagem do efluente pelo septo-difusor II, onde ocorre o tratamento pela filtragem lenta do efluente através do processo de colmatagem do geotextil contido no sistema e subseqüente descolmatagem bacteriana.

O efluente tratado poderá, então, infiltrar no solo, ser coletado e conduzido a corpo receptor ou reaproveitado para o uso em lavagem de pisos, lavagem de veículos, rega de jardins, uso em vasos sanitários ou reuso industrial. A eficiência do sistema, assim, é da ordem de 94% a 98% (abatimento de DBO).

 

Para remoção de lodo umificado, a cada 1, 3 ou 5 anos, de acordo com o modelo escolhido.

 

A água tratada, ainda que seu índice de recuperação seja elevado (até 99% em alguns casos), não é potável, ou seja, não deve ser bebida, usada para cozinhar e lavar alimentos, banhos e lavar roupa.

 

A solução ecologicamente correta para a água tratada é reusa-la dentro da residência ou edificação, promovendo assim economia e a cultura da sustentabilidade entre os usuários. É importante estar ciente de que a mini-estação não reaproveita a água diretamente, mas a trata e a torna pronta para o reuso. Para que o reaproveitamento ocorra, é necessária a adoção de um conjunto de procedimentos, a fim de que as águas tratadas possam ser reutilizadas no imóvel.


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