Adobe
As paredes de adobe, palavra derivado do árabe atob, que significa, literalmente, tijolo seco ao sol, eram construídas segundo as mesmas regras para o tijolo, com a particularidade de a sua grande maioria ser apenas empregue em construções pobres, ou em locais de terreno arenoso, onde porventura o acesso a outros materiais era mais difícil.
A moldagem dos blocos é feita com uma forma de madeira rudimentar, normalmente construída pelo operário no local e denominada adobeira. A adobeira pode ter dimensões e formas variadas.
O tijolo é queimado, ou seco, ao sol, sem que haja a queima em fornos. As espessuras das paredes neste tipo de construção rondam os 35cm.
Como inconvenientes, tem a vulnerabilidade de ser facilmente atacado por roedores e ser fraco na estabilidade a esforços laterais provocados pela fluência das cargas da cobertura.. Por isso não é indicado para a construção de grandes edifícios.
O adobe só deverá ser rebocado e tratado com rebocos à base de cal apagada, ou por intermédio de uma caiação direta sobre ele com a intenção de o proteger das ações atmosféricas, principalmente da água.
Por ser facilmente degradado pela água, só pode ser executado sobre fundações de alvenaria de pedra ordinária, geralmente em xisto com cerca de 0,60 m acima do solo, que ainda pode levar uma camada grossa de piche, a partir da qual se da inicio à construção da parede, evitando assim as umidades ascendentes.
A mistura mais utilizada na preparação do adobe é em torno de duas partes de areia para uma de argila e uma de água. Entretanto, a preparação geralmente é feita de maneira empírica, através de testes de resistência com a terra do local da construção. Pode-se também acrescentar emulsão de asfalto ou óleo queimado, para torna-lo mais resistente à umidade. Utiliza-se também a adição de esterco - que em pequena quantidade melhora a resistência à umidade e ao desgaste do tempo, e evita que cupins e barbeiros instalem-se nas paredes - palha, capim ou folhas de pinho, sempre picados.