CORES

 

Teoria da Cor 

 

O termo "cor" indica algo muito mais próximo da neurofisiologia do que da física. É algo que consiste mais no comportamento próprio de um indivíduo do que num fenômeno independente de validade universal.

Podemos, no entanto, estudar as cores através da física propondo uma teoria conhecida como teoria das cores. Assim surge a colorimetria como ciência da medição das cores. A palavra "cor" é empregada para referir-se à sensação consciente de um observador cuja retina se acha estimulada por energia radiante.

 

 

Cores Primárias

 

A teoria das cores diz que por meio de cores básicas, ou primárias, qualquer cor pode ser formada. Essas cores são vermelho, verde e azul para cor luz e vermelho, amarelo e azul para cor pigmento

(RETIFICAÇÃO DE UMA VISITANTE)

Prezado Prof. Anderson Claro,

Sou estudante de Design Gráfico da Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro. Minha professora de Teoria e Sistemas da Cor é Rê Fernandes.

Fazendo uma pesquisa na internet sobre teoria da cor encontrei uma página contendo um estudo realizado por alunos seus, publicados na página http://www.arq.ufsc.br/labcon/arq5661/trabalhos_2001-2/iluminacao/cores.htm, onde afirma que as cores primárias no sistema de pigmentos são vermelho, amarelo e azul. Mas esta informação não está correta, pois no sistema de pigmentos o vermelho é produzido a partir da mistura entre magenta e amarelo. O azul primário do sistema de pigmentos não é o mesmo azul do sistema de luz. Na verdade o azul pigmento é ciano.

No sistema de cor pigmento:

- as cores primárias são magenta, amarelo e ciano

- as cores secundárias são produzidas pelas seguintes misturas:

   magenta + amarelo = vermelho

   amarelo + ciano = verde

   ciano + magenta = azul roxo (ou violeta)

Segundo a teoria colocada pelos seus alunos:

- amarelo + azul = verde

Essa mistura não pode produzir o verde secundário. Por quê? Ora, se o azul é a mistura de ciano com magenta, ao se misturar com o amarelo irá produzir uma cor terciária.

- azul + vermelho = violeta

Essa mistura jamais irá produzir o violeta. O vermelho é a mistura entre magenta e amarelo. Logo, o vermelho misturado ao azul produz, também uma cor terciária.

- vermelho + amarelo = laranja

Neste caso, obviamente, se acrescentarmos o amarelo ao vermelho teremos o laranja, porque, na Verdade, seria a mistura entre magenta e amarelo, só que a quantidade de amarelo é superior ao de magenta.

 Sugiro que a teoria da cor, uma das disciplinas fundamentais na formação deste curso, seja revisada, pois o magenta - cor fundamental na produção de tintas - foi completamente desprezado. Sugiro também, para que minhas afirmações sejam comprovadas, que se façam experiências com misturas de cores. Assim será possível visualizar com mais autenticidade o resultado dessas misturas.

 Ainda no século XX o magenta foi descoberto, mudando definitivamente a teoria anterior (descoberta por Newton), portanto, não podendo ser ignorada nos dias de hoje.

 Agradeço pela atenção e peço desculpas pela minha atitude de replicar a publicação deste trabalho que, tenho certeza, foi realizado de maneira dedicada e bem intencionada.

 Coloco-me a seu dispor para quaisquer esclarecimentos necessários.

 Atenciosamente,

 Valéria Guedes Nunes (valeriaguedes06@hotmail.com)
Aluna do 2º período de Design Gráfico - Universidade Estácio de Sá

Rio de Janeiro

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Cores Secundárias

 

Se se misturarem duas cores primárias obter-se-á uma cor secundária ou binária:

Cor luz

Verde + Azul = Ciano

Azul + Vermelho = Magenta

Vermelho + Verde = Amarelo

Cor pigmento

Amarelo + Azul = Verde

Azul + Vermelho = Violeta

Vermelho + Amarelo = Laranja

 

 

Cores Terciárias

 

Se se misturar uma cor primária com uma secundária correspondente, isto é, que a contenha, o resultado será uma cor terciária ou intermediária. Por exemplo, a combinação de amarelo com alaranjado.

 

 

Cores Análogas

 

Estas cores são adjacentes no círculo cromático que, partindo da anterior a uma cor primária, chegam até a anterior à outra primária que não as contenha.

 

 

Dimensões da Cor

 

Os teóricos classificam as cores com três dimensões: tom, valor e saturação. Para representar essa classificação elaboraram-se vários esquemas como a pirâmide de Lambert, o duplo cone de Ostwald e a ordenação criada por Munsell. Estes sistemas baseiam-se no mesmo princípio. O eixo vertical representa as escalas de valores acromáticos, que vão desde o branco na parte superior até o negro na inferior. O círculo correspondente ao equador contém a escala dos tons que possuem, nesta altura, um valor de claridade médio. Cada uma das seções horizontais do sólido apresenta os valores cromáticos num dado nível de claridade. Quanto mais afastado do eixo central, mais saturada será a cor. Quanto mais próximo, mais misturada com um cinza de mesmo valor.

 

 

Tom

 

É a qualidade que distingue uma cor de outra. Por exemplo, um amarelo de um vermelho. Corresponde ao comprimento de onda dominante.

 

 

Valor ou Fator de Luminância

 

Cada cor pode ter diferentes valores, de acordo com o seu grau de claridade ou obscuridade refletida. Por exemplo, um vermelho claro tem valor mais alto do que um vermelho escuro. Desta maneira, "valor" significa a quantidade de luz que uma superfície tem a capacidade de refletir.

 

 

Saturação ou Fator de Pureza

 

A saturação corresponde ao grau de intensidade ou croma, e relaciona-se com a pureza ou a opacidade da cor.

 

 

Tonalidade

 

Esta característica é resultante da proporção das cores componentes ou das agregadas. Por exemplo, o verde amarelado e o verde azulado são diferentes tonalidades do verde.

 

 

Qualidades da Cor

 

As cores possuem diversas qualidades e "temperaturas", e também diversos efeitos excitantes sobre o sistema nervoso do observador.

O psicólogo alemão Wundt estabeleceu a divisão fundamental das cores em quente e frias. As cores quentes são psicologicamente dinâmicas e estimulantes como a luz do sol e o fogo. Sugerem vitalidade, alegria, excitação e movimento. As cores quentes parecem que avançam e que se aproximam. As cores frias são calmantes, tranqüilizantes, suaves e estáticas, como o gelo e a distância. As cores frias parecem que se retraem e que se afastam.

 

 

Relatividade da Cor

 

A cor não intervém somente por si própria, mas também conforme a sua "situação". Uma cor só é chocante quando está dissociada e sem relação com as que a rodeiam. A cor atuante, e por conseqüência ativa, perde sua identidade, parecendo como se fosse outra cor, mais clara ou mais escura, mais ou menos saturada, mais brilhante ou mais opaca, mais quente ou mais fria, etc.

Contraste Simultâneo - esta é a expressão que serve para designar a modificação que duas superfícies diversamente coloridas sofrem no seu tom ou valor, quando as observamos simultaneamente.

Contraste Sucessivo - Dá-se esta designação ao fenômeno que se produz quando o olhar, após ter observado durante um certo tempo a cor de uma superfície, distingue a sua complementar ao observar uma superfície branca.

Contraste de Temperatura de Cor - Quando um tom quente se encontra em contraste simultâneo com outro frio, o tom quente parece mais quente e o tom frio mais frio. Duas cores quentes sobrepostas tornam-se menos quentes mutuamente.

Contraste de Valores - uma cor clara sobre fundo escuro parece mais clara do que é, e uma cor escura sobre fundo claro parece ainda mais escura. Mas, além disso, uma figura de tom claro sobre fundo escuro parece maior, quanto à área que ocupa, do que outra escura sobre um fundo claro, embora ambas tenham idênticas dimensões.

 

 

Combinação de Cores

 

Harmonias Monocromáticas - Harmonia entre diferentes valores de uma mesa cor.

Harmonia por Analogia - Harmonia entre cores que tenham a influência de uma dominante básica.

Harmonia por Contraste - Há vários métodos para obter harmonia por contraste. O mais conhecido consiste em empregar várias cores, saturação e valores de uma mesma cor. Outro método consiste no isolamento dos tons contrastantes, separando-os com uma linha neutra. O branco e o negro são os tons neutros mais eficientes para esta finalidade.

Harmonia por Cores Complementares Contíguas - usam-se as duas cores contíguas da complementar direta no círculo cromático. Esse contraste é mais suave do que a das complementares diretas.

Harmonia por Tríadas - consiste no emprego de três cores que tenham uma mesma relação entre si, isto é, que estejam situadas eqüidistantes uma da outra, no círculo cromático

Harmonia por Temperatura de Cor Dominante - se a área maior ou dominante da composição for quente ou fria, o esquema estará unificado.