MATERIAIS ALTERNATIVOS




        A arquitetura verde ou ecológica se rege por alguns princípios que visam a menor degradação da natureza. Basicamente estes princípios são a mínima alteração do sítio, tanto sua topografia quanto seus cursos de água, além da utilização dos assim chamados métodos alternativos.
        Os métodos alternativos são técnicas construtivas que primam por uma maior preservação da natureza, além de que na maioria das vezes têm um custo muito menor que as chamadas técnicas tradicionais. Grande parte delas já é conhecida e aplicada há muito tempo por outras culturas, como é o caso da Índia, China além dos índios brasileiros.
        Estas técnicas podem ser simples soluções arquitetônicas, como uma abertura no telhado para iluminar naturalmente um recinto e economizar energia elétrica, até técnicas mais incomuns como biodigestores ou o aproveitamento da água da chuva recolhida dos telhados para atividades como banho e descarga. Aqui enfocaremos os materiais alternativos usados para fechamentos.

Paredes de Isopor - Um material alternativo

      Adobe

        Suas peças para alvenaria são uma excelente alternativa para construir paredes portantes. É composto de terra, argila e areia, misturados com água e algum tipo de fibra encontrado na região, como palha, bagaço, gramíneas. Pode ter sua resistência acrescida pela adição de óleo queimado, seiva de cacto, sabão, cimento ou cal.

      Bambu

        Largamente utilizado em muitas regiões, para diversos usos como paredes, vigas e pilares. Tem a vantagem de ser uma planta de rápido reflorestamento, e a desvantagem de demorar de um a dois meses para perder a umidade, a fim de se tornar mais resistente a fungos e insetos.

Casa de praia no Piauí (1983)
 

        Tijolo Ecológico

O tijolo ecológico é composto de solo, cimento e água, depois prensado. Apresenta dois furos que formam câmaras termo-acústicas que controlam a temperatura no interior da construção e ajudam a isolar ruídos, além de servirem como condutores para rede elétrica e hidráulica e embutimento de colunas de sustenção. É mais leve e resistente que o tijolo comum, elevando a qualidade da estrutura e reduzindo seus custos, por isso pode baixar o preço final da obra em até 50%.

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