Divisão da instalação elétrica em circuitos: Tendo o levantamento da carga elétrica a ser instalada, a divisão da instalação em circuitos já pode ser feita. A NB-3 estabelece critérios, como circuitos de iluminação separados dos circuitos de tomadas de uso geral e circuitos independentes exclusivos para tomadas de uso específico. Uma instalação elétrica é dividida em circuitos terminais para facilitar a manutenção e reduzir a interferência. Cada circuito terminal é ligado a um dispositivo de proteção que pode ser: um disjuntor termo magnético ou um disjuntor diferencial residual (DR). Este disjuntor garante não só a proteção das instalações elétricas como também a das pessoas. Para a escolha do tipo de proteção adequado a cada circuito terminal devem-se considerar os seguintes fatores: - Recomendações e exigências da NB-3 - Opção de utilização de disjuntor DR geral - Opção de utilização de interruptor DR geral. A NB-3 recomenda que a utilização de proteção diferencial residual (disjuntor) de alta sensibilidade em circuitos terminais que sirvam a: - tomadas de corrente em cozinhas, lavanderias, locais com pisos e/ou revestimentos não isolantes e áreas externas; - tomadas de corrente que, embora instaladas em áreas internas, possam alimentar equipamentos de uso em áreas externas; - aparelhos de iluminação instalados em áreas externas. A NB-3 exige a utilização de proteção diferencial residual (disjuntor) de alta sensibilidade: - em instalações alimentadas por rede de distribuição pública em baixa tensão, onde não puder ser garantida a integridade do condutor PEN (proteção + neutro); - em circuitos de tomadas de corrente em banheiros. Na proteção com DR deve-se tomar cuidado com o tipo de aparelho a ser instalado: chuveiros, torneiras elétricas e aquecedores de passagem com carcaça metálica e resistência nua apresentam fugas de corrente muito elevadas, que não permitem que o DR fique ligado. Isto significa que estes aparelhos representam um risco à segurança das pessoas, devendo ser substituídos por outros com carcaça de plástico ou com resistência blindada. Uma vez determinado o número de circuitos elétricos em que a instalação elétrica foi dividida e já definido o tipo de proteção de cada um pode-se efetuar sua ligação. Escolhida a proteção de cada circuito e conhecendo a tensão de cada um é possível determinar o número de pólos dos disjuntores. Depois faz-se o caminhamento dos eletrodutos e define-se os fios do circuito (fase, neutro e retorno) que passaram por eles. Também, é fundamental dimensionar a fiação do circuito, ou seja, determinar a seção padronizada (bitola) dos fios, para garantir que a corrente calculada para ele possa circular pelos fios, por um tempo ilimitado, sem que ocorra superaquecimento. Uma vez dimensionadas as seções dos condutores de cada circuito, é possível realizar o dimensionamento da proteção e dos eletrodutos. O tamanho dos eletrodutos deve ter um diâmetro onde os codutores possam ser facilmente instalados ou retirados.